1980 A democracia e os títulos
Liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, a democracia foi período em que os jogadores do Corinthians participavam das decisões do clube.
De 1981 a 1985, tudo era resolvido pelo voto, das contratações ao local de concentração. O movimento existiu graças ao encontro das pessoas certas no momento propício.
A campanha de 1981 foi uma das piores da história. O time terminou na 26ª posição no Brasileiro e, no Paulista, amargou um oitavo lugar que o rebaixou para a segunda divisão do Brasileiro de 1982 – na época, os estaduais determinavam a classificação para o campeonato nacional.
Em abril, o clube elegeu Waldemar Pires como presidente, encerrando o reinado de Vicente Matheus. Pires indicou para a diretoria de futebol o sociólogo Adílson Monteiro Alves, um cartola inexperiente que ouvia os jogadores. Entre eles estavam os politizados Sócrates e Wladimir. Foi aí que começou a revolução. Entre outras medidas, os atletas liberaram os casados da concentração. Em campo, a autogestão rendeu gols. O técnico Mário Travaglini levou o time às semifinais do Brasileiro e faturou o campeonato paulista de 1982.
A Democracia começou a minguar em 1984, quando Sócrates foi para a Itália e Casagrande para o São Paulo. Em 1985, Pires tentou eleger Alves como sucessor e foi derrotado. Era o fim. Essa história é contada no livro Democracia Corintiana – A Utopia em Jogo, de Sócrates e Ricardo Gozzi.
Os títulos:
1982 – Primeiro fruto da Democracia Corinthiana, o título de 82 premiou uma equipe que aboliu as concentrações em nome da liberdade. Um time formado por craques como Sócrates, Casagrande, Wladimir, Biro-Biro e Zenon, que entrava em campo e resolvia, mesmo que se reunisse duas horas antes do jogo. A vítima da final foi o São Paulo, derrotado duas vezes, por 2 X 0 e 3 X 1.
Os campeões: Solito, Alfinete, Mauro, Daniel Gonzales e Wladimir; Paulinho, Sócrates, Zenon ,Biro-Biro; Ataliba e Casagrande.
1983 – A consagração do movimento democrático veio no ano de 83. Mais uma vez, o time venceu as barreiras da concentração e mostrou a força da sua união. Novamente o São Paulo pela frente. Uma vitória por 1 X 0 na primeira partida e um empate em 1 X 1 na segunda, fazendo a Fiel explodir com o bi-campeonato. Méritos ao adversário, que sagrou-se bi-vice-campeão !
Os campeões: Leão, Alfinete, Mauro, Juninho e Wladimir; Paulinho, Biro-Biro, Zenon e Eduardo; Sócrates e Casagrande.
