A agressão ao àrbitro Gama Malcher
Esporte Ilustrado
Foi um dos casos que mais chamou atenção da imprensa carioca. No dia 9 de novembro de 1947, no campo de Teixeira de Castro, o Fluminense venceu o Bonsucesso por 4×3. A vitima foi Alberto da Gama Malcher, o juiz.
Brutalmente agredido por meia dúzia de torcedores, teve que ser transportado para o Hospital Getulio Vargas, passando depois para o Hospital dos Acidentados onde foi operado pelo cirurgião Dr. Mário Jorge para consolidar as fraturas existentes, principalmente no malar esquerdo.
Sem duvida, o arbitro paraense não teve uma atuação que, nem de leve, pudesse encontrar justificativa para a agressão. O Bonsucesso perdeu porque o Fluminense foi melhor. A agressão encontra outra justificativa pelo lado oposto. Foi um caso premeditada e não se dirigia ao Malcher, mas para Mário Vianna e Carlos de Oliveira Monteiro, ambos apontados como personas não gratas ao Bonsucesso. Assim, pagou o juiz pelo mal que não fez.
Todas as providencias foram tomadas após a agressão pelo delegado, Carlos Toledo, que esteve várias vezes no Hospital tentando colher informações junto ao juiz para abrir uma queixa crime contra os agressores. Depois de agredido, Malcher chegou a desmaiar.
Na rodada seguinte, no jogo Botafogo e Flamengo, em General Severiano, Mário Vianna enfrentou a torcida em uma das maiores confusões acontecidas em um campo de futebol. Em Caio Martins, na partida Vasco da Gama e Canto do Rio, o zagueiro Bonifácio agrediu Carlos de Oliveira Monteiro.
