Após três anos, A3 alemão chega ao Brasil 66% mais caro
A letra “A” é a mesma, assim como o número três. No mais, de chapas que formam a carroceria a sensores que percebem o lado em que o sol bate mais forte para ajustar o ar-condicionado, tudo é inédito. Maior e agora importado da Alemanha, o novo Audi A3 é um novo carro. E até 66% mais caro.
O motor 2.0 Turbo –que custará R$ 138.621 ou R$ 145.467, dependendo do câmbio– substitui o 1.8T, cujo preço ia de R$ 79,8 mil a R$ 102,3 mil. Agora são 200 cv (cavalos), enquanto eram 150 cv ou 180 cv.
Foi o novo propulsor que, em escala industrial, inaugurou a produção de motores com injeção direta de combustível e turbina. Em outras palavras, o A3 atinge os 100 km/h em 7,16s, aponta o teste Folha-Mauá. O anterior, no litoral, precisava de 9,15s. O A3 alemão –que na versão de quatro portas ganha o sobrenome Sportback- leva 30,75s até 200 km/h .
O câmbio também evoluiu. Batizado de S tronic, deixa duas marchas “no ponto” para serem engatadas. Quando a primeira sai, entra a segunda, e a terceira já fica pronta. Assim, não há perda de tempo entre as marchas. Entre 40 km/h e 80 km/h , por exemplo, o novo Audi requer 4,42s. O Mercedes-Benz A 200 (136 cv e câmbio de sete velocidades) exige 6,22s.
Lançada na Alemanha há dois anos, a versão de entrada é equipada com propulsor 1.6, de 102 cv, 1 cv a mais do que o A3 fabricado no Brasil entregava. O preço subiu de R$ 66.950 para R$ 110,9 mil. A versão de duas portas, que havia abandonado o mercado nacional, volta por R$ 99.850 só com o propulsor mais fraco. Inicialmente mostrada em 2003, já passou por um “face-lift” na Europa.
Tecnológico
Além do Imposto de Importação, com uma alíquota de 35%, o A3 ficou mais caro por ganhar tecnologia. A suspensão, por exemplo, não é mais fixada na carroceria, mas num suporte de alumínio junto com o motor. “Assim, o ruído é absorvido antes de chegar ao interior”, diz Lothar Reinnghaus, instrutor técnico da Audi.
Ainda sem o sensor que aciona automaticamente o limpador do pára-brisa, o A3 conta com palhetas que nunca ficam no mesmo lugar para que não endureçam. O volante tem ajuda de um sensor magnético que aciona um motor elétrico, e a direção fica mais leve nas manobras. O encosto “absorve” a cabeça nas batidas.
Com 13 cm a mais no comprimento e 7 cm extras na distância entre os eixos, o A3 é equipado com tecnologia Bluetooth e preparação para iPod, que é controlado por comandos no volante. Tudo para atrair cem consumidores a cada 30 dias –o A3 paranaense chegou a ter, em 2001, mais de mil unidades vendidas mensalmente.
