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	<title>Vim Saber &#187; Gramática</title>
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		<title>Constituintes sintáticos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Constituintes sintáticos]]></category>

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		<description><![CDATA[O sintagma Substantivo (SS) é formado por um sintagma Substantivo simples ou então, pela concatenação de dois ou mais sintagmas substantivos simples que se relacionam dois a dois por Sintagma conectivo. O sintagma Substantivo simples (SSs) é formado por um Substantivo que pode ser opcionalmente determinado por artigo ou demonstrativo e por possessivo e modificador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sintagma Substantivo (SS) é formado por um sintagma Substantivo simples ou então, pela concatenação de dois ou mais sintagmas substantivos simples que se relacionam dois a dois por Sintagma conectivo. O sintagma Substantivo simples (SSs) é formado por um Substantivo que pode ser opcionalmente determinado por artigo ou demonstrativo e por possessivo e modificador adjetivo. O sintagma Substantivo simples também pode ser formado por pronome ou interrogativo.</p>
<p>Notação formal O sintagma Substantivo pode ocupar posição de Sujeito. de Objeto direto ou Objeto indireto na Frase. Veja exemplos de sintagmas nominais. SSs (SCon SSs) (SCon SSs) Pedro , Paulo e José Maria , Cláudia e a sua amiga muito chata Minha gravata azul e meu melhor terno (Art) ou (Dem) (Poss) (SAdja) S este nosso carro um excelente livro o seu mui sincero amigo O SAdja é aquele que segue a ordem SAdv+Adj. Quando o SAdj é anterior ao Substantivo são inaceitáveis construções como: a sua chata demais amiga (Art) ou (Dem) (Poss) S (SAdj) uma biblioteca bem completa a sua amiga chata demais uma pessoa simpática, gentil e muito sociável Quando o SAdj é posterior ao Substantivo são aceitáveis as ordens SAdv+Adj e Adj+SAdv indistintamente.</p>
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		<title>Conexão</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Conexão]]></category>

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		<description><![CDATA[As conexões ocorrem quando integramos dois ou mais itens sintáticos em um conjunto relacionado semanticamente por meio de sintagmas conectivos para formar um item composto de nível sintático mais alto. Conexão de frases Conexões entre frases geram períodos. As frases participantes de uma conexão são aceitáveis quando observadas isoladamente, exceto no caso específico das que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As conexões ocorrem quando integramos dois ou mais itens sintáticos em um conjunto relacionado semanticamente por meio de sintagmas conectivos para formar um item composto de nível sintático mais alto. Conexão de frases Conexões entre frases geram períodos. As frases participantes de uma conexão são aceitáveis quando observadas isoladamente, exceto no caso específico das que apresentam verbo flexionado no modo subjuntivo. Vejamos um exemplo: Ele acordou cedo e saiu para o trabalho. São aceitáveis as frases desmembradas do Período acima tomadas isoladamente: Ele acordou cedo. Saiu para o trabalho. As frases de uma conexão são sintaticamente independentes.</p>
<p>conexão é um elo semântico entre as frases que se estabelece pelo conectivo. No exemplo anterior, as frases se ligam pelo conectivo e, que estabelece entre as duas uma relação Semântica de adição lógica. Entende-se que os fatos relatados pertencem a uma mesma cadeia de acontecimentos sucessivos. Vejamos outro exemplo: Ficou rico, mas não era feliz. No exemplo, temos duas frases sintaticamente independentes, mas que do Ponto de vista semântico e segundo a opinião do emissor, contrastam entre si. Ao conectar as duas frases pelo conectivo mas, o emissor quis passar a idéia de que uma vez rico, espera-se que seja feliz. A conexão de frases é feita por razões semânticas.</p>
<p>As conexões agregam sentido ao enunciado. Percebemos isso claramente na série a seguir: Ele estuda gramática e escreve bem. Ele estuda gramática, mas escreve bem. Ele estuda gramática, logo escreve bem. Comutatividade Algumas conexões de frases são comutativas, outras não. Vejamos dois exemplos: Penso, logo existo Existo, logo penso. Pedro é arquiteto e Antônio é engenheiro. Antônio é engenheiro e Pedro é arquiteto. No primeiro par de frases, a comutação provoca uma alteração de sentido no Período. No segundo par, não há restrição Semântica de se comutar as frases. A comutatividade das conexões de Frase depende essencialmente da natureza do conectivo. O conectivo logo, por exemplo, não admite comutação, enquanto o conectivo e é tipicamente comutativo.</p>
<p>A comutatividade é limitada, em alguns casos, por razões semânticas. Por exemplo: Acordou cedo, tomou café e partiu para o serviço. Soa estranho comutar as frases conectadas do exemplo. Partiu para o serviço, tomou café e acordou cedo. A limitação para a comutação, nesse caso, vem da expectativa que temos de encontrar as frases em uma ordem cronológica de desenrolar dos fatos. Aceitabilidade das frases isoladamente A princípio, todas as frases conectadas são sintaticamente independentes e aceitáveis quando tomadas isoladamente. Essa regra só encontra exceção em alguns casos de conexão em que na segunda Frase encontramos o verbo flexionado em modo subjuntivo. Os exemplos a seguir, contém frases aceitáveis isoladamente: Voltei cedo do serviço porque estava com uma forte gripe. Voltei cedo do serviço. Estava com uma forte gripe.</p>
<p>Ao contrário, a segunda Frase do próximo exemplo não é aceitável quando isolada. Eu estaria tranqüilo se tivesse concluído o projeto. Eu estaria tranqüilo. Tivesse concluído o projeto. Embora nesse caso a segunda Frase não seja aceitável isoladamente, consideramos o conjunto como uma conexão devido a certos usos bastante peculiares dos tempos do modo subjuntivo, que acontecem somente em conexões de Frase. Conexões restrita e ampla Cada coordenativo conecta duas frases do Período, ou seja, media uma relação uma para uma. Alguns coordenativos, porém, podem se repetir entre frases contíguas gerando uma conexão mais ampla entre várias frases.</p>
<p>O coordenativo ou, por exemplo, pode ser usado para conectar várias frases contíguas, bastando para isso, que se repita entre as frases. O resultado é uma conjunção de frases indeterminada em número. Exemplo: Ou viajo para a chácara, ou vou para o litoral, ou nem viajo no feriado. O coordenativo mas, por sua vez, não gera conexões amplas entre frases contíguas. Vamos analisar um exemplo: Ele era competente, mas não era pontual, mas não era assíduo, mas não era leal. No Período do exemplo, temos 4 frases. A interpretação mais adequada para ele, é considerar que as três últimas frases contrastam uma a uma com a primeira. Esse Período poderia ser parafraseado da seguinte forma: Ele era competente, mas não era pontual. Ele era competente, mas não era assíduo. Ele era competente, mas não era leal.</p>
<p>Em resumo, alguns conectivos geram conexões restritas a duas frases e outros, conexões amplas indeterminadas em número de frases, em que o conectivo se repete intercalado entre as frases. Conexões comutativas Podemos classificar as conexões de Frase por vários critérios. Aqui, vamos buscar uma classificação focada no aspecto morfossintático. Uma primeira dicotomia que vamos estabelecer é entre conexões comutativas e não comutativas. Aditivas São conexões amplas e comutativas de frases. O conectivo típico dessa classe é e, utilizado juntamente com o Morfema pausa quando em conexões amplas. Ele escreve bem, tem boa didática e se relaciona bem com os alunos. Ele se relaciona bem com os alunos, escreve bem e tem boa didática. Aditivas negativas São conexões amplas e comutativas de frases. O conectivo típico dessa classe é nem que equivale a e não. Não viajou e não descansou.</p>
<p>Não viajou, nem descansou. Nem viajou, nem descansou. Nem descansou, nem viajou. Alternativas São conexões amplas e comutativas de frases. O conectivo típico dessa classe é ou. Aumentamos o preço ou vendemos com prejuízo. Ou aumentamos o preço ou vendemos com prejuízo. Ou vendemos com prejuízo ou aumentamos o preço. Adversativas São conexões restritas e comutativas de frases. O conectivo típico é mas. Arrependeu-se depois, mas ficou feliz com a compra. Ficou feliz com a compra, mas arrependeu-se depois. Conexões não comutativas A característica que define esse grupo é a impossibilidade de trocar a ordem das frases no Período, sem que isso cause alteração de sentido.</p>
<p>Sem o verbo da segunda Frase no subjuntivo As conexões desse tipo são restritas a duas frases. Ambas são aceitáveis se observadas isoladamente. Penso, logo existo. Vamos dormir porque estou com muito sono. Existo porque insisto. Trazia sempre uma lembrança quando voltava de viagem. Com o verbo da segunda Frase no subjuntivo Admitem apenas duas frases na conexão. Só a primeira Frase da conexão é aceitável se observada isoladamente. A segunda resulta inaceitável, em função de apresentar o verbo flexionado no subjuntivo. Nunca saberemos a razão daquele ato, embora tenhamos investigado muito. Eu ficaria rico se soubesse os detalhes da fórmula. Limpou o quarto para que ela tivesse uma boa impressão.</p>
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		<title>Combinações verbais simultâneas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:33:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Combinações verbais simultâneas]]></category>

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		<description><![CDATA[As combinações verbais do português podem ocorrer simultaneamente na Frase sob dadas condições. A simultaneidade segue um rico processo de encadeamentos. Vejamos alguns exemplos: Modelo THP encadeado com o modelo SEP. Os vôos têm sido cancelados diariamente. Modelo EG encadeado com o modelo SEP. As peças estão sendo vistoriadas pelo fiscal. Modelo THP encadeado com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As combinações verbais do português podem ocorrer simultaneamente na Frase sob dadas condições. A simultaneidade segue um rico processo de encadeamentos. Vejamos alguns exemplos: Modelo THP encadeado com o modelo SEP. Os vôos têm sido cancelados diariamente.</p>
<p>Modelo EG encadeado com o modelo SEP. As peças estão sendo vistoriadas pelo fiscal. Modelo THP encadeado com o modelo EG. O vendedor tem estado viajando por meses. A expressão genérica para combinações simultâneas é a seguinte: SV = ([Vvcv (Prep)]n) (Vthp) (Veg) (Vsep) ([Vvcv (Prep)]n) Vn O primeiro verbo da série pode se apresentar em outras flexões que não as nominais (gerúndio, infinitivo e particípio). Vvcv condiciona o infinitivo para o verbo adjacente à direita. Vthp condiciona o particípio para o verbo adjacente à direita. Veg condiciona o gerúndio para o verbo adjacente à direita. Vsep condiciona o particípio para o verbo adjacente à direita. O último verbo da seqüência sempre é nocional, ou seja, preserva seu significado nocional. Veja exemplos que ilustram a validade da expressão genérica. ([Vvcv(Prep)]n) (Vthp) (Veg) (Vsep) ([Vvcv(Prep)]n) Vn Os vôos têm sido cancelados diariamente.</p>
<p>As peças estão sendo vistoriadas pelo fiscal. O vendedor tem andado viajando por meses. O aluno tentou fazer o exercício. O cliente pode ter sido enganado pelo vendedor. O governo deve estar preparando novo projeto. Novo projeto deve estar sendo preparado pelo governo. A vítima pode ter sido induzida a querer depor em juízo. O advogado pode ter ficado tentando conseguir os dados. O cliente gostaria de poder ser reembolsado pelo prejuízo. O hacker pode querer tentar burlar o sistema. Quanto mais verbos forem usados simultaneamente em uma Frase, maior a dificuldade de processamento. Em função disso, frases com muitas combinações simultâneas podem resultar inaceitáveis para boa parte dos falantes. É o caso do exemplo a seguir: Ele pode ter estado sendo obrigado a cooperar no caso. A Frase anterior é um exemplo completo do modelo proposto de combinações simultâneas, mas é de difícil processamento e os falantes não constroem frases assim pois trata-se de um exagero que ultrapassa os limites da aceitabilidade.</p>
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		<title>Classificação das Vogais</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:33:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Intervenção das cavidades bucal e nasal Orais &#8211; pá, pelo, vivo, mó, sul Nasais &#8211; rã, tem, fim, som, fundo Zona de articulação Anteriores ou Palatais &#8211; rir, pé, vê Médias ou Centrais &#8211; átomo, ânsia Posteriores ou velares &#8211; lomba, avô, dominó Timbre Abertas &#8211; pá, pé, mó Médias &#8211; ano, fêmea, ânsia, dedo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Intervenção das cavidades bucal e nasal Orais &#8211; pá, pelo, vivo, mó, sul Nasais &#8211; rã, tem, fim, som, fundo Zona de articulação Anteriores ou Palatais &#8211; rir, pé, vê Médias ou Centrais &#8211; átomo, ânsia Posteriores ou velares &#8211; lomba, avô, dominó Timbre Abertas &#8211; pá, pé, mó Médias &#8211; ano, fêmea, ânsia, dedo Fechadas &#8211; vi, burro, rio, rústico Intensidade Tónicas &#8211; armário, pé, mito Átonas &#8211; casa, meter, povo</p>
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		<title>Classes de morfemas presos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:32:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Classes de morfemas presos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em nossa língua, há palavras formadas por um só Morfema como de, a, e, com, Eu, me, mas, bem, mal, etc. Desses morfemas, que são livres, trataremos no estudo das classes de Palavra, pois nesse caso, Morfema e Palavra se confundem. Outras palavras, são formadas por mais de um Morfema como des-en-cant-ado, geo-graf-ia, de-form-ado, etc. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em nossa língua, há palavras formadas por um só Morfema como de, a, e, com, Eu, me, mas, bem, mal, etc. Desses morfemas, que são livres, trataremos no estudo das classes de Palavra, pois nesse caso, Morfema e Palavra se confundem. Outras palavras, são formadas por mais de um Morfema como des-en-cant-ado, geo-graf-ia, de-form-ado, etc. São palavras que contêm morfemas presos, os quais estudaremos a seguir. Para trabalharmos em uma linha de raciocínio consistente vamos inicialmente considerar somente palavras que seguem o modelo regular de formação a que chamaremos PRS (prefixação-radical-sufixação).</p>
<p>Esse modelo não é válido para todas as palavras de nossa língua, mas a partir dele, podemos estender a análise até abarcar as demais ocorrências. Vamos agora, analisar os componentes do modelo. Radical Observe a série a seguir: Canto, cantos, cântico, cânticos, cantilena, cantilenas, cantoria, cantorias, cantiga, cantigas, cantata, cantatas, cantável, cantáveis, cantor, cantora, cantores, cantoras, cantar, cantando, cantado, cantas, cantamos. O traço comum às palavras da série é o Morfema cant, chamado radical, o qual porta a base de significação das palavras dadas. É uma base rarefeita, vaga, que vai sendo delimitada com maior precisão pelo acréscimo de outros morfemas à Palavra.</p>
<p>O radical porta o núcleo de significação da Palavra, que é determinado pelos prefixos e sufixos integrantes da Palavra. Prefixos Na série a seguir, alguns prefixos estão em negrito. Visível, invisível. Visibilidade, invisibilidade. Visivelmente, invisivelmente. Escrito, reescrito. Escrever, reescrever. Escrita, reescrita. Estruturar, desestruturar. Estruturado, desestruturado. Estruturadamente, desestruturadamente. Os pares de palavras da série diferem entre si pelo Morfema inicial (in, re e des) na segunda Palavra do par. Analisando os pares da série vemos que a função dos morfemas in, re e des é alterar a base de significação do radical. In, re e des são prefixos típicos da língua portuguesa e apresentam características como: Modificam a base de significação do radical. Sempre são colocados antes do radical. Não condicionam e independem da classe morfológica da Palavra.</p>
<p>O mesmo prefixo pode ser usado em palavras de classes diferentes como por exemplo: decompor (verbo), decomponível (adjetivo), decomposição (substantivo). Não indicam número, gênero, grau ou qualquer informação típica de Categorias morfológicas. A inclusão de prefixos é optativa. Existem palavras sem prefixos no modelo PRS. Pode haver mais de um prefixo na Palavra. A princípio, o número de prefixos é indeterminado, mas na prática raramente se usa mais do que dois por Palavra. Por exemplo: in-con-formado, de-com-por, re-des-cobrir, in-de-com-ponível. O prefixo determina o que está à sua direita segundo um padrão concêntrico. O mais externo, determina o agrupamento mais interno. Por exemplo: na Palavra in-de-com-pon-ível, o Morfema com determina o radical pon diretamente, de determina o conjunto com-pon e in determina o conjunto de-com-pon. Representando as relações por Parênteses teríamos: in(de(com(pon)))ível. Sufixos derivativos Sufixos são morfemas colocados após o radical nas palavras que seguem o modelo PRS. Vamos dividi-los em dois grupos: derivativos e flexivos. Observe a série dada: Cantilena, cantilenas. Cantoria, cantorias. Cantável, cantáveis Cantar, cantaria. Os morfemas em negrito cumprem duas funções: modificam a base Semântica do radical e determinam a classe morfológica típica da Palavra.</p>
<p>O Morfema ilena, por exemplo, dá à Palavra uma característica substantiva. Isso quer dizer que a Palavra passa a ter um espectro de significação típico de Substantivo, o que habilita seu uso em contextos morfossintáticos específicos. Os sufixos ilena e oria, são morfemas que definem perfil de Substantivo para a Palavra, mas geram palavras pertencentes a lexemas diferentes. Os traços de significação dos dois morfemas são distintos mas ambos dão às palavras que compõem características morfológicas substantivas. Há, basicamente, quatro tipos de sufixos derivativos. Veja alguns exemplos. Adjetivos: humanóide, humanista, dantesco. Adverbiais: tranqüilamente. Substantivos: compositor, advocacia, barbeiro. Verbais: afugentar, dedilhar, amenizar. Muitos verbos são formados simplesmente pela inserção do sufixo flexivo verbal após o radical. Exemplos: cant-ar, vend-er, part-ir.</p>
<p>Em outros casos, estão presentes sufixos derivativos verbais como por exemplo: amen-iz-ar, bord-ej-ar, afug-ent-ar. Note que o sufixo derivativo verbal modifica a base de significação do radical. Bordejar é diferente de bordar. Sufixos flexivos Os sufixos flexivos agregam traços de significação à Palavra, mas de forma bastante especializada. Os sufixos flexivos estão ligados às Categorias morfológicas número, gênero, grau, pessoa, tempo, finitude, modo e aspecto. Podemos subdividir os sufixos flexivos em dois grupos: verbais e nominais. Observe as séries que se seguem: Canto, cantos. Cântico, cânticos. Cantilena, cantilenas. Cantoria, cantorias. Cantiga, cantigas Cantata, cantatas Cantável, cantáveis Cantor, cantora, cantores, cantoras, cantorzinho. Cantar, cantando, cantado, canto, cantas, canta.</p>
<p>Os morfemas em negrito são flexivos, pois portam informação de número, gênero, grau, etc. Algumas características importantes dos sufixos flexivos: Os sufixos flexivos nominais indicam grau, gênero e número, comumente de forma analítica, ou seja, um Morfema para grau, outro para gênero e um terceiro para número. Por exemplo: menin-inh-o-s. A ordem dos sufixos flexivos nominais na Palavra é GRAU+GÊNERO+NÚMERO. Os sufixos flexivos verbais portam informações de pessoa, número, tempo, modo, finitude e aspecto sinteticamente.</p>
<p>Não temos sufixação flexiva verbal analítica. Os sufixos flexivos formam conjuntos que se distribuem de forma complementar. Por exemplo: em muitas palavras o Morfema a indica feminino e o indica gênero masculino como em menino e menina. Os morfemas a e o se distribuem de forma complementar, ou seja, a presença de um exclui a presença do outro, mas todas as palavras do Lexema a que pertencem têm um ou outro na sua formação. Formações analítica e sintética Na Palavra inconformadas temos uma formação analítica, ou seja, cada Morfema exerce uma só função. in modifica con-form. con modifica o radical. form é o radical. ad determina a classe dos Adjetivos como típica para a Palavra. a indica gênero feminino. s indica número plural. Na Palavra cantamos temos formação sintética, pois o Morfema amos porta vários traços sinteticamente como indicar que se trata de verbo, primeira pessoa, plural, presente e modo indicativo.</p>
<p>Os sufixos verbais, pelo caráter sintético, são ao mesmo tempo derivativos e flexivos. O segundo radical A Gramática Tradicional considera que a Palavra pode apresentar mais de um radical como em mito-log-ia, geo-graf-ia e demo-crac-ia. Muitas palavras do português, originárias do latim e do grego, em especial as usadas nas ciências, apresentam esse tipo de formação. Analogamente, teríamos: Psicologia, Sociologia, Termologia, Demografia, teocracia, aristocracia e plutocracia. Analisando com mais cuidado os morfemas considerados como primeiro radical da Palavra, vemos que eles apresentam característica de prefixos, ou seja, são determinantes do radical que vem em seguida.</p>
<p>É o que ocorre com os exemplos dados. Mitologia = estudo (logia) dos mitos (mito) Geografia = registros (grafia) da terra (geo) Democracia = governo (cracia) do povo (demo). Em nossa análise, vamos considerar que o primeiro radical da Gramática Tradicional é um tipo específico de prefixo e que as palavras de nossa língua apresentam apenas um radical. É bom lembrar, porém, que morfemas como mito, geo e demo têm natureza distinta de outros como in, re ou des. Aqueles são nocionais e estes têm um perfil mais próximo das preposições de nossa língua. Talvez em função disso, tenham sido tratados distintamente na Gramática Tradicional. Modelo genérico Podemos sintetizar a formação regular de palavras que seguem o modelo PRS na tabela a seguir, que inclui notação em estilo matemático.</p>
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		<title>Categorias morfológicas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:32:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Categorias morfológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é fácil definir categorias morfológicas, dada a heterogeneidade do conjunto tradicionalmente levantado pelos lingüistas. O melhor em se tratando dessas categorias é fazer uma definição extensiva. Em português, nos interessam as categorias tratadas por soluções baseadas em flexão. Assim sendo, vamos considerar as categorias de número, gênero, pessoa, caso, tempo, modo e aspecto. Poderíamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é fácil definir categorias morfológicas, dada a heterogeneidade do conjunto tradicionalmente levantado pelos lingüistas. O melhor em se tratando dessas categorias é fazer uma definição extensiva. Em português, nos interessam as categorias tratadas por soluções baseadas em flexão. Assim sendo, vamos considerar as categorias de número, gênero, pessoa, caso, tempo, modo e aspecto. Poderíamos agregar à lista a categoria de definição, ligada ao uso dos artigos, mas em português esta categoria é um caso limítrofe que precisa de abordagem à parte. Em outros idiomas, temos mais categorias como locativa, voz e categorias de caso mais ricas que a existente em português.</p>
<p>De forma simplificada, consideramos categoria morfológica a solução baseada em flexão, usada na língua para agregar traços específicos ao significado da Palavra. Esses traços se distribuem de forma complementar, ou seja, quando um está presente, fica implícita a ausência do outro e todas as ocorrências possuem um dos traços possíveis. Número Nosso sistema de flexão em número comporta singular e plural. Línguas como o grego apresentam singular, dual e plural. A categoria número tem função Semântica, pois indica singularidade ou pluralidade do significado do termo flexionado. Também apresenta função sintática, pois as frases em português seguem regras de concordância em que alguns termos da Frase devem concordar entre si em número.</p>
<p>Gênero Em português, há dois gêneros: feminino e masculino . Não utilizamos o neutro, presente em idiomas como inglês e alemão. Em alguns casos, a função da categoria gênero é Semântica, como nos pares a seguir: O menino/a menina, o gato/a gata Nos exemplos dados, a categoria gênero define um traço semântico, ou seja, estabelece o sexo do ser representado pelo Substantivo. Em português, muitos substantivos a que não pode associar característica de sexo, têm gênero implícito. É o que se vê na série a seguir: O garfo, a colher, a faça, o prato.</p>
<p>Não é possível atribuir característica Semântica de sexo aos substantivos do exemplo, mas em português mesmo substantivos assexuados estão associados convencionalmente a um gênero para garantir o funcionamento das regras de concordância sintática. Grau Em português, há dois sistemas de flexão de grau: o diminutivo-normal-aumentativo, típico dos substantivos e Adjetivos e o sistema normal-superlativo, usado com Adjetivos. Não temos flexão de grau comparativo como ocorre, por exemplo, no inglês. John is tall. (João é alto) John is taller than Paul. (João é mais alto que Paulo.) John is the tallest. (João é o mais alto.) Caso O caso está presente em nossa língua nas flexões dos Pronomes pessoais. Observe o exemplo: Eu pedi o livro a ele. Ele entregou o livro a mim. Nas duas frases, o mesmo ente é representado ora por Eu, ora por mim.</p>
<p>Eu e mim têm funções semelhantes mas são usados em contextos diferentes. Eu é empregado quando o pronome está em posição de Sujeito da Frase e mim, quando em função de objeto. Quando um Lexema é flexionado segundo a função sintática que desempenha na Frase, temos flexão de caso. Em português, os Pronomes pessoais apresentam duas flexões de caso: oblíquo e reto. A flexão de caso dos nossos Pronomes pessoais é um resíduo do latim que permaneceu em nossa gramática. Em latim, o uso das flexões de caso é bem mais intensivo, tanto que os substantivos em latim clássico apresentavam seis flexões de caso. Pessoa A categoria de pessoa é usada para discriminar as pessoas do discurso. Elas são três no português: primeira (quem fala), segunda (a quem se fala) e terceira (de quem se fala). Tempo Esta categoria morfológica também é típica dos verbos.</p>
<p>Em nosso sistema verbal temos basicamente três tempos: futuro, passado e presente. Modo A categoria de modo está presente no sistema verbal do português. O verbo pode ser flexionado em três modos diferentes: Imperativo, indicativo e subjuntivo. Simplificadamente, o modo indicativo é empregado para indicar ações de consumação certa, o subjuntivo para expressar ações hipotéticas ou o desejo de que determinada ação venha a se consumar e o Imperativo é usado para incitar à ação. Aspecto Não existe só uma categoria de aspecto em português, mas três, que agrupamos em uma só por se manifestarem em apenas algumas flexões do sistema verbal. De afirmação O aspecto de afirmação está presente nas flexões verbais do modo Imperativo.</p>
<p>Este tempo verbal pode ter aspecto afirmativo, quando se incita positivamente à ação ou negativo, quando se incita à não consumar a ação. De consumação O aspecto de consumação ocorre nas flexões verbais do futuro do modo indicativo. Este aspecto pode ser confirmado, caso a ação seja considerada como certa no futuro ou então, cancelado, quando a ação é dada como não passível de consumação futura. De duração O aspecto de duração está presente nos tempos verbais do modo indicativo passado. Temos o aspecto pontual que indica ações consumadas em um momento específico. O aspecto durativo indica ações que se estendem para aquém e além de uma determinada marca temporal no passado.</p>
<p>O aspecto imperfeito indica ações continuadas no passado. Por fim, o aspecto anterior indica ação consumada num passado anterior a uma marca temporal do passado. Outras categorias morfológicas Existem mais categorias morfológicas em outros idiomas. Em português, não temos flexão de voz, como ocorre, por exemplo, no latim clássico. Em nossa língua, a distinção de voz é feita com soluções sintáticas que dispensam flexão. O artigo: Morfema flexivo de definição A Gramática Tradicional e as convenções de escrita estabelecem que artigo é Palavra, o que contraria a definição de Palavra como forma livre mínima.</p>
<p>Mas se admitirmos que artigo é Morfema flexivo, então, temos mais uma categoria de flexão no português: a definição. A categoria flexiva definição supre a necessidade Semântica de distinguir entre dualidades como: particular/genérico, próprio/comum, definido/indefinido. Os artigos do português apresentam flexão definida e indefinida. Finitude A Gramática Tradicional considera a categoria de finitude, específica dos verbos. Há duas opções de finitude: finita e infinita.</p>
<p>A flexão do verbo é finita quando porta informação de tempo e modo e infinita quando indeterminada em tempo e modo. São finitas flexões como: fizemos, fazíamos e faremos. São infinitas: fazer, fazendo e feito. A rigor, a categoria de finitude pode ser tratada como a categoria das flexões indefinidas em tempo e modo. Tudo depende de como classificamos as flexões verbais em português.</p>
<p>Optamos por desconsiderar a categoria de finitude em nossa análise porque não há prejuízo em tratar as flexões infinitas como indeterminadas em tempo e modo. Com isso, simplificamos a classificação. Resumindo as possibilidades de flexão de cada categoria morfológica do português temos a seguinte tabela: Categoria Flexões Número Plural e singular Gênero Feminino e masculino Grau Aumentativo, diminutivo, normal, e superlativo Caso Oblíquo e reto Pessoa Primeira, segunda e terceira Tempo Futuro, passado e presente Modo Imperativo, indicativo e subjuntivo Aspecto de afirmação Negativo e positivo Aspecto de consumação Cancelado e confirmado Aspecto de duração Anterior, durativo e pontual Definição Definido e indefinido</p>
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		<title>Bifurcação com remissivos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:31:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A bifurcação com remissivos é uma ocorrência interessante, pois pode ser tratada satisfatoriamente por mais de um modelo de análise. Em nosso modelo, vamos considerar que trata-se de um caso de bifurcação, pois um mesmo item exerce duas funções sintáticas, uma em cada Frase da bifurcação. Em uma das frases, um remissivo substitui o sintagma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bifurcação com remissivos é uma ocorrência interessante, pois pode ser tratada satisfatoriamente por mais de um modelo de análise. Em nosso modelo, vamos considerar que trata-se de um caso de bifurcação, pois um mesmo item exerce duas funções sintáticas, uma em cada Frase da bifurcação. Em uma das frases, um remissivo substitui o sintagma comum. Veja alguns exemplos: (SAdvmf) Suj SV (SAdj) (OD) (OI) ([SAdvmsv]n) Você fez uma escolha que pode não ter volta.</p>
<p>O Vinho que você trouxe é excelente.</p>
<p>A mobília é de qualidade que não se encontra mais. A característica comum às frases em negrito é conter um remissivo que representa o sintagma sublinhado. Na Frase que pode não ter volta, o remissivo que ocupa a função de Sujeito e remete a uma escolha. Na Frase que você trouxe, o remissivo que desempenha função de Objeto direto e remete a o Vinho.</p>
<p>A remissão fica mais clara quando comutamos as frases por outras similares sem bifurcação. Observe: Você fez uma escolha que pode não ter volta. Você fez uma escolha. Uma escolha pode não ter volta. O Vinho que você trouxe é excelente. O Vinho é excelente. Você trouxe o Vinho. A mobília é de qualidade que não se encontra mais. A mobília é de qualidade. Qualidade não se encontra mais. Em outro modelo de análise, a Frase com remissivo poderia ser tratada como um Encaixe com função de Sintagma adjetivo na Frase mãe. Esse modelo se justifica do Ponto de vista semântico, pois a Frase com remissivo, invariavelmente qualifica o sintagma da outra Frase, o qual o remissivo substitui. Não adotamos esse modelo, porém, porque observando as frases com remissivos exclusivamente pelo Ponto de vista sintático, vemos que elas não tem as características de sintagmas Adjetivos conforme estabelecemos em nosso modelo.</p>
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		<title>Aspas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aspas]]></category>

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		<description><![CDATA[Aspas ocorrem sempre aos pares, uma no início e outra no fim do enunciado por elas contido. O uso de aspas não está ligado a nenhum dos níveis lingüísticos de análise. Em todos os casos em que ocorrem, elas exercem funções de nível superior ao sintático. No discurso oral, usamos alguns recursos de entoação para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aspas ocorrem sempre aos pares, uma no início e outra no fim do enunciado por elas contido. O uso de aspas não está ligado a nenhum dos níveis lingüísticos de análise. Em todos os casos em que ocorrem, elas exercem funções de nível superior ao sintático. No discurso oral, usamos alguns recursos de entoação para obter resultados similares aos das aspas no discurso escrito. Há duas situações básicas em que usamos aspas no discurso. Indicação de foco Colocamos entre aspas o texto citado, aquele que reproduz fielmente o que outro disse. Por exemplo: Em oposição aos integralistas, o Barão de Itararé dizia: “Adeus, Pátria e família.” O lema do governo JK era: “Cinqüenta anos em cinco.” As aspas indicam aqui uma mudança de foco. Do discurso próprio se passa ao citado.</p>
<p>Nessa função, as aspas são usadas em alternância com o Travessão. O enunciado entre aspas, porém, pode ficar no mesmo parágrafo do segmento que o antecede. Já o Travessão, nesse caso, deve iniciar parágrafo. Indicação de uso ressalvado É comum pôr entre aspas uma Palavra quando queremos explicitar que por algum motivo o uso dela no enunciado está sob ressalva. Há várias razões para ressalvar o uso de uma Palavra com aspas, entre elas: Indicar que se trata de menção e não de uso. Ex.: A Palavra “filosofia” é de origem grega. Indicar que se trata de gíria, estrangeirismo, regionalismo, jargão profissional, neologismo ou outro caso com conotação polêmica. Ex.: O ministério autorizou o “realinhamento” dos preços. Indicar ironia. A Palavra diz o oposto do que se pretende. Ex.: Ele ficou muito “alegre” com a visita da sogra. Indicar título de obra. Ex.: Sua obra favorita era &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;.</p>
<p>O uso das aspas nesse caso é uma decisão pessoal do redator. Trata-se mais de um uso retórico que ditame ortográfico. Variantes de design Quanto ao design, as aspas admitem variantes como vemos a seguir: „Alemãs” “Francesas” “Inglesas” &#8216;Simples verticais&#8217; &#8220;Verticais&#8221; Usa-se aspas simples quando temos aspas aninhadas em um segmento entre aspas. Os sinais de pontuação devem ficar junto da Frase à qual pertencem. Se a Frase está entre aspas, seu sinal de pontuação deve ficar entre aspas também. Caso contrário, o sinal de pontuação deve ficar fora das aspas como nos exemplos: Vargas terminou sua carta testamento assim: &#8220;Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.&#8221; Estou lendo &#8220;Germinal&#8221;.</p>
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		<title>Apóstrofo</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:30:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há três situações de uso do apóstrofo ( &#8216; ) a considerar, conforme veremos na seqüência. Para analisar a primeira situação, vejamos os exemplos: Olho-d&#8217;água. Pau-d&#8217;arco. Os usos dicionarizados do apóstrofo são restritos a alguns casos em que a Preposição de se aglutina com a Palavra seguinte, resultando em elipse de Fonema. São casos em que a pronúncia elíptica se tornou predominante. O apóstrofo explicita a elipse do Fonema /ê/. Por outro lado, observe que embora possamos invocar uma hipotética supressão de fonemas nos exemplos a seguir, as representações com apóstrofo são inaceitáveis: Lembro d&#8217;aquele rapaz. Agiu d&#8217;um jeito estranho.</p>
<p>Nesses casos, somente a consulta ao dicionário nos dirá quando se usa o apóstrofo e quando não. No segundo caso de uso, o apóstrofo indica a elipse de um ou mais fonemas quando se quer representar pronúncias não previstas pela variante culta. Com o apóstrofo, se registra pronúncias elípticas coloquiais como nos exemplos seguintes: Vam&#8217; nessa. &#8216;Tá tudo bem. O apóstrofo já foi bastante empregado pelos poetas no passado para representar pronúncias elípticas, visando uma adequação da métrica do poema. &#8216;Stamos em pleno mar&#8230; (Castro Alves &#8211; O Navio Negreiro) Esse segundo uso do apóstrofo é peculiar, pois envolve uma transgressão consciente da ortografia oficial. Recomenda-se critério no seu emprego, ficando reservado aos redatores experientes.</p>
<p>O novo acordo ortográfico da língua portuguesa prescreve um terceiro uso do apóstrofo. É a separação em duas partes de uma Palavra aglutinada quando uma das partes pertence a uma locução continuada na seqüência, como nos exemplos a seguir: Li n&#8217;O Globo. Está escrito n&#8217;Os Sertões. Encenação d&#8217;A Moratória.</p>
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		<title>Aposiçã</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Aposiçã]]></category>

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		<description><![CDATA[A aposição ocorre quando dois ou mais segmentos distintos ocupam a mesma posição na estrutura sintática do enunciado. Veja o exemplo: Olavo Bilac, o Príncipe dos Poetas, pertenceu à escola parnasiana. O segmento Olavo Bilac, ocupa a mesma posição na estrutura sintática da Frase que o Príncipe dos poetas. Ambos podem ser tratados como Sujeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A aposição ocorre quando dois ou mais segmentos distintos ocupam a mesma posição na estrutura sintática do enunciado. Veja o exemplo: Olavo Bilac, o Príncipe dos Poetas, pertenceu à escola parnasiana. O segmento Olavo Bilac, ocupa a mesma posição na estrutura sintática da Frase que o Príncipe dos poetas. Ambos podem ser tratados como Sujeito da Frase. Tanto é verdade que podemos parafrasear o exemplo acima da seguinte forma: Olavo Bilac pertenceu à escola parnasiana.</p>
<p>O Príncipe dos Poetas pertenceu à escola parnasiana. A aposição é uma espécie de repetição do item com outras palavras. É um recurso usado com funções diversas como explicitar outras possibilidades de nomeação, especificar melhor o que foi dito na primeira citação, agregar outras informações à Mensagem, etc. A aposição é formada por dois ou mais segmentos e se um deles for suprimido, mesmo assim continuamos tendo um enunciado aceitável. Os segmentos que compõem uma aposição se alternam na estrutura sintática sem problemas. Em muitos casos, um desses itens é citado entre vírgulas, ou entre pausas, mas não vamos estabelecer diferença de status entre um e outro, até porque podem comutar suas posições na estrutura sintática. Observe: O Príncipe dos Poetas, Olavo Bilac, pertenceu à escola parnasiana.</p>
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