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	<title>Vim Saber &#187; História</title>
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		<title>Antecedentes da Primeira Guerra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:00:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Antecedentes da Primeira Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[A Primeira Grande Guerra (1914-18) foi responsável pela morte de milhões de pessoas na Europa e provocou uma transformação significativa nas correlações de força entre os países industrializados. FATORES Normalmente são apresentados três fatores mais importantes responsáveis pela guerra: A Política Imperialista sobre as áreas de colonização, a Questão Balcânica e o Revanchismo Francês; Mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Primeira Grande Guerra (1914-18) foi responsável pela morte de milhões de pessoas na Europa e provocou uma transformação significativa nas correlações de força entre os países industrializados. FATORES Normalmente são apresentados três fatores mais importantes responsáveis pela guerra: A Política Imperialista sobre as áreas de colonização, a Questão Balcânica e o Revanchismo Francês; Mesmo esses dois últimos somente podem ser entendidos no contexto da expansão capitalista, portanto a Primeira Guerra foi na verdade uma guerra imperialista que envolveu os grandes interesses de potências industrializadas O IMPERIALISMO O final do século XIX, principalmente após a Conferência de Berlim (1885), foi caracterizado pela corrida armamentista.</p>
<p>Nesse Período, conhecido por &#8220;Paz Armada&#8221;, várias nações instituíram o serviço militar obrigatório e os exércitos passaram a ter maior influência na vida política. Esse processo deveu-se ao desenvolvimento do Capitalismo monopolista e do neocolonialismo, que caracterizam o imperialismo. As grandes potências industriais adotaram a política expansionista para garantir o controle sobre os mercados afro-asiáticos, a partir da concepção de que o desenvolvimento industrial da cada nação somente seria possível na medida em que houvesse o controle sobre grandes mercados.Essa mentalidade imperialista foi responsável não só pelo militarismo, como também por maior exaltação nacionalista. O NACIONALISMO O nacionalismo desenvolveu-se desigualmente nos países imperialista, fruto das condições anteriores ao imperialismo.</p>
<p>Tradicionalmente considera-se a Alemanha como a maior expressão de nacionalismo, na verdade, muito mais pelos desdobramentos que essa mentalidade teve durante a Segunda guerra, do que pela sua real importância no final do século XIX. Na Itália o sentimento nacionalista esteve presente nas duas grandes revoluções do século XIX ( em 1830 e 1848) e novamente no processo de unificação. Na França o nacionalismo esteve presente na Revolução Francesa, manifestado principalmente no ideal de â?~fraternidade&#8221;; se bem que a revolução agudizou a luta de classes, enquanto na Alemanha e na Itália, as unificações baseadas no discurso nacionalista cumpriu o papel inverso, encobrir as desigualdades, característica fundamental do nacionalismo.</p>
<p>Mesmo nos EUA, onde não existe o nacionalismo clássico, este encontrou seu equivalente na Teoria do Destino Manifesto, de origem calvinista, que serviu como justificativa ideológica para o expansionismo ao longo do século XIX e para a formação de sua política intervencionista conhecida por &#8220;Big Stick&#8221;. A QUESTÃO BALCÂNICA Desde o final do século XIX, com a decadência do Império Turco e o processo de independência dos povos da região balcânica, é que esse território tornou-se alvo de múltiplos interesses.</p>
<p>A Áustria pretendia ampliar sua influência sobre a região e iniciar um processo de expansão. A mesma política foi desenvolvida pelos russos, que utilizaram o argumento &#8220;pan-eslavista&#8221;, e haviam ainda os interesses peculiares à própria região, em especial o dos sérvios, que pretendiam construir a &#8220;Grande Sérvia&#8221;. O REVANCHISMO O revanchismo francês desenvolveu-se após a humilhação de 1871, quando da proclamação do II Reich Alemão no Palácio de Versalhes. Nas casas e escolas as crianças francesas foram estimuladas a exaltar o patriotismo e a aceitar o sacrifício pelo seu país.</p>
<p>Na verdade esse revanchismo ( a Palavra tem sentido negativo) não deixa de ser uma manifestação nacionalista ( Palavra que normalmente tem sentido positivo) que desenvolveu-se ao mesmo tempo em que as estruturas políticas do país foram se tornando mais liberais, possibilitando maior participação, estimulando o senso crítico e a noção de cidadania, portanto situação contrária vivida pela Alemanha, onde o nacionalismo seguiu a orientação de um estado centralizado e forte.</p>
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		<title>Américo Vespúcio</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[a agricultura e a criação de gado necessários para o consumo de quem trabalhava nas minas.  Quando a mineração decaiu]]></category>
		<category><![CDATA[a América Espanhola teve muitas dificuldades de se tornar independente. A interferência da Inglaterra e até mesmo da França foram fundamentais]]></category>
		<category><![CDATA[a Coroa espanhola decidiu criar novas leis : ·os impostos foram aumentados ·o pacto colonial ficou mais severo ( o pacto colonial era o acordo pelo qual as atividades mercantis da colônia eram de domí]]></category>
		<category><![CDATA[a Coroa espanhola foi diminuindo o poder desses primeiros administradores e passou]]></category>
		<category><![CDATA[a Espanha ainda dominava a maior parte de suas colônias americanas]]></category>
		<category><![CDATA[a Espanha passou a ser inimiga também da Inglaterra. Isso foi o motivo que a Inglaterra queria para colocar seus navios no Oceano Atlântico e impedir que a Espanha fizesse contato com suas colônias es]]></category>
		<category><![CDATA[a estrutura dessas sociedades não se modificou.  Colonização A Espanha era uma metrópole mercantilista]]></category>
		<category><![CDATA[a Inglaterra não podia mais fazer comércio com a Europa continental (com o continente). Por causa disso]]></category>
		<category><![CDATA[a Inglaterra precisava mais do que nunca de novos mercados para fazer comércio]]></category>
		<category><![CDATA[a luta pela independência continuou e a Inglaterra seguiu ajudando]]></category>
		<category><![CDATA[a mineração]]></category>
		<category><![CDATA[a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços.  A Administração Espanhola Os primeiros conquistadores]]></category>
		<category><![CDATA[a pecuária e a agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[a prata e também o ouro de outras colônias. Foi esta atividade]]></category>
		<category><![CDATA[a própria Inglaterra estava interessada em ajudar as colônias espanholas porque]]></category>
		<category><![CDATA[a responsável pelo crescimento de outras que eram ligadas]]></category>
		<category><![CDATA[as colônias espanholas receberam ajuda inglesa contra a Espanha. Quando aconteceu a Revolução Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[as colônias não podiam desenvolver seu comércio com liberdade ) Os Criollos tinham o exemplo dos EUA que haviam se libertado da Inglaterra. E]]></category>
		<category><![CDATA[as colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma a maioria das colônias espanholas (e também portuguesas) ]]></category>
		<category><![CDATA[assim tomavam conhecimento das idéias de Liberdade que corriam mundo com o Iluminismo. Os Criollos]]></category>
		<category><![CDATA[automaticamente]]></category>
		<category><![CDATA[brancos]]></category>
		<category><![CDATA[colônias de exploração]]></category>
		<category><![CDATA[como]]></category>
		<category><![CDATA[como o ouro e prata descobertos]]></category>
		<category><![CDATA[da França chegavam novas idéias. Era a época das Luzes ! Os ares eram de Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[de modo geral o sistema de produção na América Espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena. Os indígenas eram arrancados de suas comunidades e forçados ao trabalho temporário nas minas]]></category>
		<category><![CDATA[descobriam um pouco mais da filosofia iluminista.  Mas]]></category>
		<category><![CDATA[dizendo que o Homem era dono de seu próprio destino e devia pensar por conta própria. Publicações feitas na França e na Inglaterra contendo essas idéias estavam chegando às colônias escondidas das aut]]></category>
		<category><![CDATA[e]]></category>
		<category><![CDATA[é preciso recordar como foi a sua colonização. É preciso compreender como a sociedade se comportava e lembrar Mercantilismo]]></category>
		<category><![CDATA[ela própria a administrar. Dessa forma]]></category>
		<category><![CDATA[embora fosse por interesse próprio.]]></category>
		<category><![CDATA[era pequena]]></category>
		<category><![CDATA[eram os dominadores. Assim podemos dividir a sociedade entre brancos ( dominadores ) e não-brancos ( dominados ). Mesmo entre a população branca havia divisões como : Chapetones - colonos brancos nasc]]></category>
		<category><![CDATA[eram privilegiados. Criollos - brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos]]></category>
		<category><![CDATA[especialmente da Bolívia]]></category>
		<category><![CDATA[estabelecendo de imediato a Liberdade de comércio. Mesmo depois que o rei espanhol voltou ao poder]]></category>
		<category><![CDATA[estava em plena Revolução Industrial. Isto quer dizer que]]></category>
		<category><![CDATA[estudamos os CRIOLLOS. Eles eram brancos]]></category>
		<category><![CDATA[etc]]></category>
		<category><![CDATA[exploravam o trabalho dos mestiços e dos negros e eram donos da maior parte dos meios de produção e estavam se tornando um grande perigo para a Espanha.  Por isso]]></category>
		<category><![CDATA[foi usada como mão de obra]]></category>
		<category><![CDATA[foram também os primeiros administradores. Eles recebiam da Coroa espanhola o direito de governar a terra que tivessem descoberto. Com o crescimento das riquezas]]></category>
		<category><![CDATA[Haiti]]></category>
		<category><![CDATA[houve exploração do trabalho escravo negro]]></category>
		<category><![CDATA[imposto pela França]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução  Para sabermos um pouco mais sobre a emancipação política na América Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[invadiu a Espanha e colocou como rei na Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[isto quer dizer que]]></category>
		<category><![CDATA[Jamaica e outras ilhas do Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[mas]]></category>
		<category><![CDATA[não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones. Além disso]]></category>
		<category><![CDATA[nascidos na América]]></category>
		<category><![CDATA[os Criollos usaram o dinheiro para estudar. Muitos iam para as universidades americanas ou européias e]]></category>
		<category><![CDATA[os filósofos do Iluminismo pregavam que a Liberdade do Homem estava acima de qualquer coisa. Não aceitavam que os reis pudessem usar sua autoridade acima de tudo. Afinal]]></category>
		<category><![CDATA[os franceses]]></category>
		<category><![CDATA[os iluministas valorizavam a Razão]]></category>
		<category><![CDATA[para podermos dizer que mesmo se tornando independentes]]></category>
		<category><![CDATA[passaram a ser as atividades básicas da América Espanhola. A Exploração do Trabalho Em alguns lugares como Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[passou a monopolizar o comércio e criou órgãos para elaborar leis e controlar as colônias. Emancipação Política da América Espanhola Só é possível compreender como as colônias espanholas na América co]]></category>
		<category><![CDATA[pelo qual recebiam um salário miserável. Como eram mal alimentados e tratados com violência a maioria dos indígenas morria muito rápido. A Sociedade Colonial Espanhola A grande maioria da população da]]></category>
		<category><![CDATA[podiam ser também comerciantes ou arrendatários das minas. Eles tinham dinheiro mas não tinham acesso aos cargos mais altos porque esses cargos só podiam ser dos CHAPETONES. Então]]></category>
		<category><![CDATA[porém]]></category>
		<category><![CDATA[porque Napoleão Bonaparte com seus exércitos]]></category>
		<category><![CDATA[porque sem Liberdade não haveria comércio. Conclusão Assim nós podemos ver]]></category>
		<category><![CDATA[portanto ajudou como pôde as colônias espanholas a se tornarem independentes. A França também ajudou]]></category>
		<category><![CDATA[precisava de encontrar quem comprasse a produção de suas fábricas e]]></category>
		<category><![CDATA[principalmente nas Antilhas.  Quem realmente mandava e explorava a população nativa eram os espanhóis]]></category>
		<category><![CDATA[proprietários de terras mas]]></category>
		<category><![CDATA[que dependiam das regras impostas pela metrópole. O fator mais importante pela colonização espanhola foi a mineração. A base da economia espanhola eram as riquezas que provinham]]></category>
		<category><![CDATA[que eram a minoria mas]]></category>
		<category><![CDATA[que sempre tinham sido inimigos dos ingleses]]></category>
		<category><![CDATA[que talvez por causa da maneira como foi dominada e explorada]]></category>
		<category><![CDATA[que tinham propriedades rurais]]></category>
		<category><![CDATA[quem eram essas pessoas cultas ? Quando nós vimos a Sociedade Colonial Espanhola]]></category>
		<category><![CDATA[se aproveitaram da situação e depuseram os governantes das colônias e passaram a governar]]></category>
		<category><![CDATA[se voltarmos atrás e recordarmos o Iluminismo.  No inicio do século 19]]></category>
		<category><![CDATA[sendo dependente de França]]></category>
		<category><![CDATA[seu irmão. Portanto]]></category>
		<category><![CDATA[também de encontrar quem lhe vendesse matéria prima para trabalhar. Assim]]></category>
		<category><![CDATA[viram subir ao poder Napoleão Bonaparte.  Foi quando a briga entre França e Inglaterra aumentou. Por causa do Bloqueio Continental]]></category>

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		<description><![CDATA[AMÉRICO VESPÚCIO E SEU OLHAR SOBRE O BRASIL Após a &#8220;descoberta&#8221; do Brasil feita por Pedro Álvares Cabral em 1500, o rei de Portugal, D. Manuel I decide averiguar quais as riquezas existentes naquele imenso território tão bem relatado por Pero Vaz de Caminha, participante da expedição cabralina. Porém, Américo Vespúcio contribuiu significativamente com preciosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AMÉRICO VESPÚCIO E SEU OLHAR SOBRE O BRASIL</p>
<p>Após a &#8220;descoberta&#8221; do Brasil feita por Pedro Álvares Cabral em 1500, o rei de Portugal, D. Manuel I decide averiguar quais as riquezas existentes naquele imenso território tão bem relatado por Pero Vaz de Caminha, participante da expedição cabralina. Porém, Américo Vespúcio contribuiu significativamente com preciosos registros, realizados por meio de sua primeira viagem ao Brasil, comandada por Gonçalo Coelho que partiu de Lisboa em 10 de maio de 1501. Com isto, a Coroa portuguesa pode ter notícias pioneiras sobre o contato de Cabral e também sobre seus direitos sobre terras brasileiras, conforme relato: &#8230;</p>
<p>graças à investigação de Vespúcio, foram obtidas as primeiríssimas informações sobre o contato por Cabral numa latitude muito ao sul dos pontos descobertos pelos espanhóis, abrindo-se, portanto, a hipótese da existência de novas terras firmes que, segundo o Tratado de Tordesilhas, deveriam pertencer a Portugal. O banqueiro Bartolomeu Marchionni, que anteriormente ajudou a financiar a esquadra de Cabral, talvez tenha sido o recomendador de Vespúcio à Coroa, Bartolomeu era amigo de Américo Vespúcio.</p>
<p>Nascido em 09 de março de 1454, Américo Vespúcio sempre viveu em meio a um alto estilo de vida, filho de família abastada achegados aos poderosos Médici, que construíram Veneza, política e financeiramente. Por 20 anos Américo Vespúcio executou trabalhos burocráticos, conhecendo homens importantes e poderosos, como Luiz XII, trabalhando no Banco da família Médici. Após este feito, em 1491 Vespúcio dirige-se à Espanha para trabalhar com Juanoto Berardi, sócio dos Médici. Juanoto era um dos principais financiadores da empresa marítima espanhola, comandada pelos &#8220;Reis Católicos&#8221;. Alguns afirmam ter sido ele o colaborador para a expedição de Cristóvão Colombo quando este descobriu a América em 1492.</p>
<p>De qualquer modo, Vespúcio passou a conviver de perto com os empreendimentos marítimos, e, aos 45 anos decide-se &#8220;ganhar o mar&#8221;, realizando seu próprio ideal. Américo Vespúcio sempre desejou ficar famoso após sua morte, nunca escondeu tal vontade, em 1498 ele, depois da morte de Juanoto Berardi, tornou-se amigo e financiador de Colombo, pois ele tinha de entregar as 12 embarcações encomendadas anteriormente, pelos reis a Berardi que faleceu em 1495. Em 1498 também foi o ano em que ocorreu a 3ª viagem de Colombo rumo à América, agora na parte sul. O desejo por aventuras por parte de Vespúcio viria com sua primeira vagem, sob comando de Alonso de Hojeda, zarpando de Cádiz em 18 de maio de 1499, tal parceria não obtivera sucesso, Vespúcio separou-se de Hojeda voltando para Espanha em junho de 1500, aproximadamente 01 mês antes do planejado. D. Manuel I, contrata Vespúcio, a admiração da parte do rei de Portugal em relação a este homem culto iniciara com a leitura que o rei realizou de uma carta escrita em 18 de julho de 1500 de Vespúcio destinada a seu patrão Lourenzo de Médici. Neste documento havia os detalhes da viagem de Vespúcio com Hojeda.</p>
<p>Entretanto, Américo Vespúcio omitiu o nome de Hojeda (quem comandou a viagem), colocou-se em seu lugar como verdadeiro comandante. D. Manuel I provavelmente recebeu uma cópia desta carta por meio do banqueiro Bartolomeu Marchionni, desde então, houve interesse em contratar os serviços de Vespúcio. Outro fator que reforçava tal atitude do rei devia-se a falta de navegares experientes naquela época, todos estavam ocupados com outras expedições em mar, e Bartolomeu Dias, um dos mais importantes navegadores, estava morto, porém, sem que o rei soubesse. Após seu primeiro e breve contato com D. Manuel I, ocorrido em fevereiro de 1500, Américo Vespúcio, em uma esquadra comandada por Gonçalo Dias, zarpou ruma às Canárias, logo após resolveram parar em Bezeguiche, localizado a frente do Cabo Verde, onde então houve um momento de coincidências com embarcações, também ali paradas, pertencentes à esquadra de Pedro Álvares Cabral e Diogo Dias, este memorável encontro gerou a certeza, por parte dos comandantes e do próprio Vespúcio de que estavam percorrendo um novo continente, um &#8220;novo mundo&#8221;, diferentemente da afirmação de Colombo em 1492. A fidelidade de Vespúcio à família Médici Segundo Eduardo Bueno, Vespúcio estava pouco preocupado com as disposições geográficas que acabara de participar, seu interesse estava voltado para rota das especiarias tão cobiçada das Índias.</p>
<p>Nesta sua parada em Bezeguiche, Américo Vespúcio pode colher preciosas informações a respeito do rico comércio de especiarias. Mostrando lealdade a seu original patrão, Lorenzo de Médici, Vespúcio revelou as informações importantes colhidas com Gaspar da Gama, (que foi capturado em 1498 por um dos homens de Vasco da Gama), Gaspar adotou o nome de seu padrinho, e em 1500 fez parte da esquadra de Cabral como intérprete. O contato de Américo Vespúcio com Gaspar resultou na elaboração, por parte do novo aventureiro, de uma carta de aproximadamente 10 páginas, a qual foi destinada a Lorenzo de Médici, datando-a de 14 de junho de 1501. Em 15 de junho Vespúcio segue rumo ao Brasil, sob comando de Gonçalo Coelho, a esquadra era formada por três caravelas. De acordo com Ricardo Fontana, um dedicado estudioso do assunto, a partir deste momento, o desejo de novas aventuras começara efetivamente para Américo Vespúcio, pilotando uma das embarcações da esquadra..</p>
<p>O primeiro contato com o Brasil Em Agosto de 1501 as 03 caravelas da esquadra ancoram na Praia de Marcos, litoral do atual Rio Grande do Norte. O primeiro contato dos marujos com os nativos do Brasil aconteceu somente após o primeiro dia já em terra firme. Contato este que, na verdade, foi desprezado por parte dos nativos que ignoraram todas as quinquilharias, oferecidas pelos homens de Gonçalo Coelho. A antropofagia dos nativos brasileiros Gonçalo Coelho concordou em deixar dois cristãos de sua esquadra ir averiguar os nativos por um prazo de 05 dias, visto que não houve uma recepção muito amistosa por parte dos nativos, passados estes dias, exatamente ao 6º dia os cristãos haviam desaparecidos, a esquadra estava prestes a deixar o litoral, Coelho e Vespúcio junto de alguns marujos decidem procurar saber o que houve, foi quando apareceram várias mulheres nativas, sendo que uma delas golpeou um dos homens da esquadra na cabeça, enquanto outras atacaram o restante com flechas.</p>
<p>Dois disparos foram dados pelos homens de Gonçalo, com intuito de eliminar o ataque, os nativos correram para um monte alto, levando arrastado um dos marujos, os viajantes seguiram-nos e depararam com um cenário de impacto, o marujo capturado estava em pedaços, parte de seu corpo estava sendo cozinhado em um tipo de caldeirão grande, e outras partes do corpo já sendo mastigadas pelos nativos. O destino dos outros dois cristãos desaparecidos, com certeza fora o mesmo. Diante de tais acontecimentos, Vespúcio narra em sua carta denominada Lettera, o primeiro caso de antropofagia dos nativos da América, incluindo os europeus como vítimas. Tal registro ganhou estrondoso sucesso de publicação, pois esta carta fora enviada a seu amigo Piero Soderini, um dos principais mandatários de Florença.</p>
<p>Os comandantes ficaram indignados com os acontecimentos, mas Gonçalo Coelho achou melhor zarpar imediatamente do local, contornando o litoral do Brasil. Vespúcio atribui nomes ao litoral brasileiro por onde passou Munidos de um calendário Litúrgico, começaram a batizar os lugares onde atracavam, com nome de santos do respectivo dia em cada lugar diferente, como por exemplo, em 28 de Agosto com a vista do Cabo de Santo Agostinho, em 01 de novembro de 1501 à baía, denominada Baia de Todos os Santos.</p>
<p>Após a parada em Cabrália, Gonçalo Coelho depara-se com dois degredados advindos da esquadra de Cabral, resgata-os. Entre estes estava Afonso Ribeiro, que permaneceu por dois anos em contato direto com os nativos, aprendendo seus costumes e suas atividades cotidianas, Vespúcio não perdeu tempo em colher preciosas informações com Ribeiro a respeito desta convivência com os nativos, tais informações foram suficientes para Américo Vespúcio escrever duas novas cartas, em uma delas, ele registra que conseguiram, na Baia batizada de Todos os Santos, descansar e realizar um contato amistoso com os nativos, Vespúcio relata que durante sua permanência neste local havia comido e dormido durante 27 dias com os naturais da terra.</p>
<p>A frota de Coelho avançava sentido sul. Uma nova parada, no inicio de dezembro em Porto Seguro, onde os marujos recolheram algumas toras de pau brasil, árvore que teria responsabilidade de doar seu nome ao futuro daquele território. Em 01 de janeiro de 1502 a frota depara-se com uma paisagem paradisíaca, a chamada &#8220;boca do mar&#8221;, cercada por montanhas arborizadas, os tripulantes pensavam estar mediante a foz de um rio, batizando o local com o nome de Rio de Janeiro. Vespúcio, cerca de 01 ano depois, em sua segunda viagem ao Brasil, voltaria a tal lugar, que o deixou profundamente extasiado diante de tanta beleza.</p>
<p>Alguns dias depois, Vespúcio avistaria outra beleza natural, uma bela enseada, era 06 de janeiro de 1502, dia de Reis, então batizara tal lugar de Angra dos Reis, nome que até hoje se mantém. Américo Vespúcio ficou mais uma vez impressionado em meio a tanta beleza, conforme diz seu relato: Algumas vezes me extasiei com os odores das arvores e das flores e com os sabores destas frutas e raízes, tanto que pensava comigo estar perto do Paraíso Terrestre. Entre fins de janeiro a esquadra batizou outra região, uma ilha de águas calmas, chamando-a de Cananéia, deixando, não se sabe ao certo porque, de utilizar o nome de um santo, como feito até então. Na metade do mês de fevereiro a frota deixa a ilha, munidos com suprimentos suficientes para 06 meses de viagem, foram 49 dias de mar à dentro, sem avistar terra.</p>
<p>Os primeiros dias de abril foram apreensivos, segundo Vespúcio, em 06 de abril ocorrera um longo Período de escuridão em pleno mar, após terem atravessado forte tempestade, agora o frio era também um grande inimigo, Américo Vespúcio relata que não suportavam os ventos gelados e afiados, em meio a muito nevoeiro. Diante disto, decidiram regressar a Portugal, depois de navegar por um mês, atracaram em Serra Leoa (África), quando perderam uma das três caravelas, devido a uma epidemia de carunchos, comprometendo uma das embarcações. Depois de 15 dias no continente africano partiram rumo a Lisboa chegando em 22 de julho de 1502. Foram 14 meses de viagem, porém, não trouxeram qualquer notícia sobre a existência de riquezas do território descoberto por Cabral. Segundo Bueno, Américo Vespúcio, ao manter contato com parte da frota de Cabral que estava atracada em Bezaguiche, ficou profundamente interessado a rota do comercio de especiarias das Índias, tanto que escreveu para Lourenzo de Médici, informações a respeito. Para Fontana, Vespúcio foi utilizado pela Coroa portuguesa, visto que possuía muito conhecimento cientifico, com intuito de garantir a posse e também ter uma idéia mais visível das disposições das terras que Pedro Alvarez Cabral havia &#8220;descoberto&#8221; em abril de 1500. Ricardo Fontana, afirma que graças aos registros de Américo Vespúcio, a Coroa portuguesa pode contar com um aval científico quanto à posse jurídico política de Portugal sobre a terra de Vera Cruz. Segundo o autor, este era um dos principais objetivos da primeira viagem de Vespúcio, os dados que ele pode colher iam de encontro exatamente com as descrições de Pero Vez de Caminha quanto à descoberta cabralina. Contudo, é evidente que o conteúdo apresentado aqui conta apenas fragmentos das muitas e interessantes, e sobretudo, importantes viagens de Américo Vespúcio. No entanto, seja por motivos econômicos, seja por motivos políticos, Vespúcio conseguiu o que tanto queria antes de iniciar sua vida nos mares, ficar famoso após sua morte, dificilmente encontramos algum registro da história das navegações lusas o qual não mencione, mesmo que discretamente, o nome de Américo Vespúcio. Fontana reconhece sua importância para a história do Brasil, e nos diz: Graças à intuição e ao trabalho de Vespúcio, primeiro nasceu o nome do Brasil (1501-1502), depois o de América, precisamente para reconhecer e honrar a grande descoberta (Martin Waldseemüller, 1507), nome esse que coincide e se identifica com o primeiro.</p>
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		<title>América Espanhola</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:54:39 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Introdução</p>
<p>Para sabermos um pouco mais sobre a emancipação política na América Espanhola, é preciso recordar como foi a sua colonização. É preciso compreender como a sociedade se comportava e lembrar Mercantilismo, colônias de exploração, etc, para podermos dizer que mesmo se tornando independentes, a estrutura dessas sociedades não se modificou.</p>
<p>Colonização A Espanha era uma metrópole mercantilista, isto quer dizer que, as colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma a maioria das colônias espanholas (e também portuguesas) foram colônias de exploração, que dependiam das regras impostas pela metrópole. O fator mais importante pela colonização espanhola foi a mineração. A base da economia espanhola eram as riquezas que provinham , especialmente da Bolívia, a prata e também o ouro de outras colônias. Foi esta atividade, a mineração, a responsável pelo crescimento de outras que eram ligadas, como, a agricultura e a criação de gado necessários para o consumo de quem trabalhava nas minas.</p>
<p>Quando a mineração decaiu, a pecuária e a agricultura, passaram a ser as atividades básicas da América Espanhola. A Exploração do Trabalho Em alguns lugares como Cuba, Haiti, Jamaica e outras ilhas do Caribe, houve exploração do trabalho escravo negro, porém, de modo geral o sistema de produção na América Espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena. Os indígenas eram arrancados de suas comunidades e forçados ao trabalho temporário nas minas, pelo qual recebiam um salário miserável. Como eram mal alimentados e tratados com violência a maioria dos indígenas morria muito rápido. A Sociedade Colonial Espanhola A grande maioria da população das colônias era composta pelos índios. A população negra escrava, era pequena, e, foi usada como mão de obra , principalmente nas Antilhas.</p>
<p>Quem realmente mandava e explorava a população nativa eram os espanhóis, brancos, que eram a minoria mas, eram os dominadores. Assim podemos dividir a sociedade entre brancos ( dominadores ) e não-brancos ( dominados ). Mesmo entre a população branca havia divisões como : Chapetones &#8211; colonos brancos nascidos na Espanha, eram privilegiados. Criollos &#8211; brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos, proprietários de terras mas, não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones. Além disso, a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços.</p>
<p>A Administração Espanhola Os primeiros conquistadores, foram também os primeiros administradores. Eles recebiam da Coroa espanhola o direito de governar a terra que tivessem descoberto. Com o crescimento das riquezas, como o ouro e prata descobertos, a Coroa espanhola foi diminuindo o poder desses primeiros administradores e passou, ela própria a administrar. Dessa forma, passou a monopolizar o comércio e criou órgãos para elaborar leis e controlar as colônias. Emancipação Política da América Espanhola Só é possível compreender como as colônias espanholas na América conseguiram se libertar, se voltarmos atrás e recordarmos o Iluminismo.</p>
<p>No inicio do século 19, a Espanha ainda dominava a maior parte de suas colônias americanas, mas, da França chegavam novas idéias. Era a época das Luzes ! Os ares eram de Liberdade, os filósofos do Iluminismo pregavam que a Liberdade do Homem estava acima de qualquer coisa. Não aceitavam que os reis pudessem usar sua autoridade acima de tudo. Afinal, os iluministas valorizavam a Razão, dizendo que o Homem era dono de seu próprio destino e devia pensar por conta própria. Publicações feitas na França e na Inglaterra contendo essas idéias estavam chegando às colônias escondidas das autoridades. Idéias de Liberdade também vinham através de pessoas cultas que viajavam e fora, descobriam um pouco mais da filosofia iluminista.</p>
<p>Mas, quem eram essas pessoas cultas ? Quando nós vimos a Sociedade Colonial Espanhola, estudamos os CRIOLLOS. Eles eram brancos, nascidos na América, que tinham propriedades rurais, podiam ser também comerciantes ou arrendatários das minas. Eles tinham dinheiro mas não tinham acesso aos cargos mais altos porque esses cargos só podiam ser dos CHAPETONES. Então, os Criollos usaram o dinheiro para estudar. Muitos iam para as universidades americanas ou européias e, assim tomavam conhecimento das idéias de Liberdade que corriam mundo com o Iluminismo. Os Criollos, exploravam o trabalho dos mestiços e dos negros e eram donos da maior parte dos meios de produção e estavam se tornando um grande perigo para a Espanha.</p>
<p>Por isso, a Coroa espanhola decidiu criar novas leis : ·os impostos foram aumentados ·o pacto colonial ficou mais severo ( o pacto colonial era o acordo pelo qual as atividades mercantis da colônia eram de domínio exclusivo de sua metrópole ) ·as restrições às indústrias e aos produtos agrícolas coloniais concorrentes dos metropolitanos se agravaram. (assim, as colônias não podiam desenvolver seu comércio com liberdade ) Os Criollos tinham o exemplo dos EUA que haviam se libertado da Inglaterra. E, a própria Inglaterra estava interessada em ajudar as colônias espanholas porque, estava em plena Revolução Industrial. Isto quer dizer que, precisava de encontrar quem comprasse a produção de suas fábricas e, também de encontrar quem lhe vendesse matéria prima para trabalhar. Assim, as colônias espanholas receberam ajuda inglesa contra a Espanha. Quando aconteceu a Revolução Francesa, os franceses, que sempre tinham sido inimigos dos ingleses, viram subir ao poder Napoleão Bonaparte.</p>
<p>Foi quando a briga entre França e Inglaterra aumentou. Por causa do Bloqueio Continental, imposto pela França, a Inglaterra não podia mais fazer comércio com a Europa continental (com o continente). Por causa disso, a Inglaterra precisava mais do que nunca de novos mercados para fazer comércio, portanto ajudou como pôde as colônias espanholas a se tornarem independentes. A França também ajudou, porque Napoleão Bonaparte com seus exércitos, invadiu a Espanha e colocou como rei na Espanha, seu irmão. Portanto, automaticamente, sendo dependente de França, a Espanha passou a ser inimiga também da Inglaterra. Isso foi o motivo que a Inglaterra queria para colocar seus navios no Oceano Atlântico e impedir que a Espanha fizesse contato com suas colônias espanholas.</p>
<p>Os Criollos então, se aproveitaram da situação e depuseram os governantes das colônias e passaram a governar, estabelecendo de imediato a Liberdade de comércio. Mesmo depois que o rei espanhol voltou ao poder, a luta pela independência continuou e a Inglaterra seguiu ajudando, porque sem Liberdade não haveria comércio. Conclusão Assim nós podemos ver, que talvez por causa da maneira como foi dominada e explorada, a América Espanhola teve muitas dificuldades de se tornar independente. A interferência da Inglaterra e até mesmo da França foram fundamentais, embora fosse por interesse próprio.</p>
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		<title>A Lenda do Deus Osíris</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:53:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Lenda do Deus Osíris]]></category>

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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO No dia 16 de fevereiro passado, arqueólogos descobriram um sarcófago de granito, numa tumba localizada a 30 metros de profundidade, próximo as pirâmides de Gizé, no Egito. Segundo o arqueólogo egípcio Zahi Hawass , o sarcófogo pertence a Osíris. Um dos fatos mais admiráveis sobre a civilização egípcia é o cuidado que dedicavam ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO No dia 16 de fevereiro passado, arqueólogos descobriram um sarcófago de granito, numa tumba localizada a 30 metros de profundidade, próximo as pirâmides de Gizé, no Egito. Segundo o arqueólogo egípcio Zahi Hawass , o sarcófogo pertence a Osíris. Um dos fatos mais admiráveis sobre a civilização egípcia é o cuidado que dedicavam ao sepultamento de seus mortos. Na verdade as múmias egípcias são quase como um símbolo do tempo dos faraós, e a prática milenar do embalsamamento fez chegar aos nossos dias, junto com os registros nos templos e nas paredes das tumbas, as marcas da vida que levavam os egípcios do mundo antigo.</p>
<p>Qualquer sociedade humana tem nas suas práticas um reflexo do seu universo mental. Não seria diferente com os egípcios. Eles eram extremamente ligados ao rio Nilo e à agricultura que as cheias lhes permitia fazer, vinculando muitos dos seus símbolos míticos a elementos aquáticos e a fenômenos que podiam ser observados no seu próprio &#8220;em torno&#8221;. Isso poderá ser mais bem notado ao longo da nossa narrativa. No cerne das práticas funerárias está embutida uma lenda, explicativa de um ideal que já esteve preso à realeza com exclusividade até a quarta dinastia egípcia.</p>
<p>Posteriormente os ritos foram estendidos a membros da corte até serem difundidos por toda a população. Esta lenda é a do deus Osíris. Osíris é, miticamente, a primeira de todas as múmias, dando assim justificativa à prática do embalsamamento. Ísis, sua esposa-irmã, opõe-se à catástrofe da sua morte com a prática da magia, o recurso da mumificação e a milagrosa concepção de Hórus. A lenda não nos chegou através de documentos egípcios, a não ser por fragmentos textuais, vinhetas e algumas cenas em tumbas, mas já relacionadas às exéquias de alguma personagem. Quem nos revela Osíris é Plutarco, beócio da Queronéia, nascido por volta da primeira metade do século I d.C. Essa lenda, mais que qualquer outra, exerceu uma enorme influência no espírito egípcio. Fica claro para os estudiosos do Egito, a Antiguidade do culto a Osíris que tomou pujança no Médio Império quando foi explicitamente refletido nas práticas funerárias, independentemente do culto ao próprio deus em templos específicos.</p>
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		<title>A Guerra do Vietnã</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:52:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Guerra do Vietnã]]></category>

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		<description><![CDATA[HISTÓRICO A região do atual Vietnã foi parte da Indochina, colônia francesa desde o final do século XVIII . O processo de descolonização processou-se após a Segunda Guerra Mundial, a partir de violenta luta envolvendo as tropas francesas e os guerrilheiros do Viet Minh ( Liga para a Independência do Vietnã ) ligada ao Partido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HISTÓRICO A região do atual Vietnã foi parte da Indochina, colônia francesa desde o final do século XVIII . O processo de descolonização processou-se após a Segunda Guerra Mundial, a partir de violenta luta envolvendo as tropas francesas e os guerrilheiros do Viet Minh ( Liga para a Independência do Vietnã ) ligada ao Partido Comunista, que por sua vez havia sido fundado em 1930 por Ho Chi Minh.</p>
<p>O movimento guerrilheiro travou suas primeiras lutas em 1941, durante a 2° Guerra contra o domínio japonês e manteve a luta contra a França quando essa, após a o final da Grande Guerra, tentou recuperar seu domínio a partir dos bombardeios promovidos sobre a região norte do Vietnã. De 1946 a 54 desenvolveu-se a Guerra da Indochina, onde os norte vietnamitas, liderados pelo Viet Minh e com o apoio da China, derrotaram os Franceses, obrigando Paris a aceitar a independência. A Conferência de Genebra ( 1954 ) reconheceu a independência do Laos, Camboja, e do Vietnã, dividido em dois pelo paralelo 17: ao norte formou-se a República Democrática do Vietnã, pró soviética e ao sul formou-se a república do Vietnã, pró ocidental, determinando ainda que em 1956 realizar-se-ia um plebiscito para promover a unificação do país. ANTECEDENTES Em 1955 o primeiro ministro Ngo Dinh Diem liderou um golpe militar que depôs a monarquia e organizou uma república ditatorial, que recebeu apoio norte americano, executando principalmente uma política repressiva, desdobramento da Doutrina Truman que preocupava-se em conter a expansão socialista.</p>
<p>A violenta política repressiva, associada aos gastos militares e a estagnação da economia fez com que surgissem os movimentos de oposição, destacando-se a Frente de Liberação Nacional e seu braço armado, o exército vietcong. A GUERRA A força do movimento guerrilheiro contra o governo capitalista determinou a entrada dos EUA na guerra, enviando 10.000 conselheiros militares para o Vietnã do Sul. Em princípio a Guerra do Vietnã restringiu-se ao sul, no confronto entre os vietcongs e as tropas governamentais apoiadas pelos EUA. Somente em 1964, sob o pretexto de ataques à embarcações norte americanas no Golfo de Tonquim, é que os EUA passaram a bombardear a Vietnã do Norte, fazendo com que a guerra atingisse diretamente esse país, que até então ajudava os vietcongs no sul com alimentos e armas. Um dos principais momentos da guerra ocorreu em 1968, quando tropas do norte e dos vietcongs desfecharam a Ofensiva do Tet, comandada pelo General Giap, alcançando Saigon (capital do sul) e outras cidades importantes, impondo importantes derrotas aos norte americanos.</p>
<p>Este fato fez com que o descontentamento nos EUA aumentasse, ocorrendo várias manifestações contra a participação na guerra. No entanto, o presidente Nixon em 1972 ampliou ainda mais o conflito ao bombardear região do Laos e Camboja, tentando destruir a Trilha de Ho Chi Minh, responsável pelo abastecimento dos vietcongs; além de retomar os intensos bombardeios sobre as cidades do norte, utilizando-se de armas químicas e bloquear os portos, tanto o norte como os guerrilheiros mantiveram-se em luta, desgastando o exército norte americano, forçando o governo a aceitar o Acordo de Paris.</p>
<p>A saída dos EUA da guerra em 1973, fez com que o conflito seguisse de forma localizada, envolvendo as forças de resistência do Vietnã do Sul, que mantiveram-se em luta até 1975, quando o governo de Saigon rendeu-se.</p>
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		<title>A Guerra dos Cem Anos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Guerra dos Cem Anos]]></category>

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		<description><![CDATA[A GUERRA DOS CEM ANOS Por Claudio B. Recco Introdução A Guerra dos Cem Anos foi um longo conflito que envolveu a Inglaterra e França entre os séculos 14 e 15, Período marcado por transformações socioeconômicas e políticas, que caracterizaram a crise do sistema feudal. O grande crescimento populacional e das cidades, assim como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A GUERRA DOS CEM ANOS Por Claudio B. Recco Introdução A Guerra dos Cem Anos foi um longo conflito que envolveu a Inglaterra e França entre os séculos 14 e 15, Período marcado por transformações socioeconômicas e políticas, que caracterizaram a crise do sistema feudal. O grande crescimento populacional e das cidades, assim como o movimento das Cruzadas, foi responsável pela reativação da produção e do comércio, e deu uma nova dinâmica às sociedades européias. Do Ponto de vista político, os reis fortaleceram e centralizaram o poder, refletindo os novos interesses que se desenvolviam, relacionados à formação de uma camada de mercadores e a adaptação da nobreza e de seus interesses. Para os mercadores, as estruturas feudais representavam um obstáculo ao desenvolvimento, uma vez que a autonomia de cada feudo permitia que houvesse uma variação muito grande moedas, leis, exércitos, sistema de pesos e de medidas, dificultando a circulação de mercadorias.</p>
<p>Por isso os grupos mercantis e, em particular os habitantes dos burgos, tenderam a apoiar a centralização do poder real, com o intuito de unificar os mercados. Apesar de pouco numerosos e considerados como um grupo marginal, os burgueses formavam uma camada nascente que acumulava capitais e contribuía financeiramente para o rei armar seus exércitos. A formação das nações O processo de centralização política pode ser percebido desde o século 12, de forma sutil, na medida em que os reis exigiam que seus vassalos se subordinassem a seus tribunais. A formação das Monarquias nacionais é normalmente apresentada como um processo linear, ou seja, um processo político onde, gradualmente o rei aumenta seu poder ao longo do tempo e, ao contrário, a nobreza e o clero perdem poder e espaço político.</p>
<p>Apesar dos grandes interesses em jogo, a centralização do poder real encontrou peculiaridades em cada região européias ou em cada nação em formação. Na Península Ibérica, a formação dos reinos está diretamente vinculada a Guerra de Reconquista e mescla interesses feudais e comerciais. O condado portucalense, que deu origem ao Reino de Portugal, era inicialmente, uma possessão feudal, fruto das alianças entre grandes nobres durante a guerra. A independência de Portugal frente à Castela por sua vez, representou a quebra da vassalagem devida até então. Durante a Baixa Idade Média, a Inglaterra viveu um processo contraditório em relação à disputa política.</p>
<p>No início do século 13 a nobreza inglesa impôs ao rei João Sem Terra a &#8220;Magna Carta&#8221;, documento que estabeleceu limites ao poder real, principalmente em relação às questões jurídicas, tributárias e que envolvessem a guerra; desde 1215 o rei deveria consultar um &#8220;Conselho de Nobres&#8221; para tomar decisões sobre essas questões. Se por um lado o poder real ficou limitado, por outro foi reconhecido e legitimado, ao mesmo tempo em que possibilitou que as relações entre o rei e a nobreza se tornassem mais equilibradas, garantindo ao rei maior prestígio e subordinação por parte dos súditos, responsáveis por fornecer ao rei os recursos matérias necessários para as guerras.</p>
<p>Nesse sentido os exércitos ingleses, formados pelos homens cedidos pelos grandes barões e comandados pelos mesmos, podiam ser considerados mais organizados e disciplinados. Gradualmente o poder real se fortaleceu. Na França a situação era diferente, a centralização política aparentemente caminhava a passos largos, a vitória de Luis 8º sobre João Sem Terra e a política tributária centralizadora de Felipe, o belo, fizeram com que o poder real fosse reforçado. Os Atritos Vários fatores determinaram o aumento de hostilidades entre Inglaterra e França, num primeiro momento, interesses que envolviam os reis e importantes setores da nobreza.</p>
<p>No século 12, o rei Henrique II da Inglaterra se casou com Leonor da Aquitânia e, segundo as tradições feudais, tornou-se vassalo do rei da França nos ducados da Guyenna e Gasconha. Desde então as relações entre os reis da Inglaterra e França foram marcadas por conflitos políticos e militares. No entanto, durante esse Período não podemos pensar uma guerra entre nações ou países. Mesmo mais tarde, no século 15, durante o famoso episódio que envolveu Joana Dáarc, é muito difícil tratar de nação e portanto de nacionalismo. Os conflitos do Período muitas vezes tiveram nobres ingleses aliados ao rei da França, em outras ocasiões a situação é inversa. O próprio Henrique 2º foi vitima de uma conspiração que envolveu seus dois filhos, Ricardo, o coração de leão e João, sem terra, que para destronar o pai se aliaram ao rei da França Filipe Augusto. As disputas envolvendo os dois reinos pelo trono da Inglaterra também servem para demonstrar que a luta pelo poder não tem nacionalidade.</p>
<p>A rebelião dos barões ingleses em 1215que deu origem a Magna Carta atesta essa situação mais uma vez. Os ingleses perderam suas possessões em França. Outro Ponto de atrito entre as duas monarquias era a região de Flandres, rido entreposto comercial, situado a nordeste da França, a qual estava subordinado politicamente. Além do intenso comércio estabelecido na região, Flandres era importante centro produtor de tecidos, que consumia grande parte da lã produzida pela Inglaterra. Essa camada urbana vinculada à produção de tecidos e ao comércio posicionava-se a favor dos interesses ingleses e portanto, contra a ingerência política francesa na região.</p>
<p>No entanto, a situação tornou-se verdadeiramente crítica quando o Conde de Nevers, regente de Flandres desde 1322, prestou juramento de obediência ao seu suserano Filipe de Valois, decisão que poderia paralisar a economia flamenga, pois, com a morte do terceiro e último filho de Filipe IV, o Belo (Carlos IV, 1328), o trono da França passou para um de seus sobrinhos, justamente Filipe de Valois, que adotou o nome de Filipe VI (1328 a 1350). Instigado por Jacques Artervelde, rico mercador que já havia liderado uma rebelião na cidade flamenga de Gand, o rei da Inglaterra Eduardo III (1327 a 1377) reclamou para si a coroa francesa, alegando sua condição de neto (pelo lado materno) de Filipe, o Belo. A Guerra Os franceses acusavam os ingleses de desenvolverem uma política expansionista, percebida pelos interesses na Guyenne e em Flandres.</p>
<p>Já os ingleses insistiam em seus legítimos direitos políticos e territoriais na França. Em 1337 Felipe VI, de Valois, rei da França, atacou a Guyenne iniciando o conflito que duraria décadas e diversas gerações. Além disso exerceu intenso assédio ao litoral inglês durante meses, até ser derrotado em 1340. Durante o reinado desses dois reis, as Batalhas de Crécy e de Calais, em 1346 e 1347 respectivamente, foram as mais importantes, ambas com vitórias inglesas, que garantiram a Eduardo III importantes posições no norte do país, mantendo o Canal da Mancha sob seu controle. Para tanto o rei da Inglaterra contou com o apoio financeiro de grandes mercadores de Flandres e do duque da Bretanha, que voltou-se contra o monarca francês.</p>
<p>O avanço e a conquista inglesa só não forma maiores porque os dois países, como a maior parte da Europa, estavam sendo duramente atingidos pela peste negra, que foi responsável por interromper a guerra. O Período seguinte da guerra foi comandado por Eduardo IV da Inglaterra, conhecido como &#8220;o príncipe negro&#8221; (por conta da cor de sua armadura), e por João II, conhecido como &#8220;o bom&#8221;, que sucedera ao pai no comando do reino francês. Esse Período foi caracterizado por sucessivas vitórias inglesas, contando com o apoio de muitos nobres locais, mais preocupados em preservar seus domínios do que com a lealdade devida ao rei da França, possibilitando o domínio de cerca de um terço do território francês nas regiões norte e oeste, Em 1356, quando da batalha de Poitiers, o rei João II foi capturado e levado como prisioneiro para a Inglaterra, onde morreria oito anos depois, momento que representou o ápice das conquistas inglesas e, pelo contrário, o momento mais delicado para a França na guerra, forçando-a a assinar o Tratado de Brétigny (1360) que reconhecia o domínio inglês sobre as regiões conquistadas e devolvia os territórios tomados no início do conflito.</p>
<p>Após a morte de João II, o bom, o reino francês foi comandado por seu filho, Carlos V que enfrentou sucessivas revoltas camponesas, as mais famosas conhecidas como &#8220;Jacqueries&#8221;, e também urbanas. O rei não reconheceu os acordos anteriores e de 1360 a 1380 obteve vitórias significativas sobre os ingleses retomando grande parte do território perdido. As vitórias desse rei, fruto da reorganização militar, fortaleceram a idéia de centralização política, possibilitou submeter a maior parte da nobreza, aumentar a arrecadação tributária e organizar o Estado com elementos oriundos da burguesia em cargos de confiança.</p>
<p>As últimas décadas do século 14 e as décadas iniciais do século seguinte foram marcadas pelas disputas internas nos dois países, arrefecendo momentaneamente a guerra externa. No caso da Inglaterra ocorreram Rebeliões camponesas lideradas por Wat Tyler, contra a servidão e posteriormente as disputas envolveram parte da nobreza, que lutou contra o rei, e culminou com a ascensão de Henrique de Lancaster ao trono em 1399, com o título de Henrique IV. Na França as lutas internas foram mais complexas e envolveram os interesses da região da Borgonha, antigo feudo poderoso, que lutou constantemente por seus interesses particulares. Em Considerando Carlos VI como incapaz, os Borguinhões pretenderam tomar o poder e aliaram-se aos ingleses. Ao lado da família real ficaram o irmão do rei, Luis de Orléans e Bernardo de Armagnac.</p>
<p>Nesta guerra civil, destacaram-se João sem medo de Borgonha e o Delfim Carlos, que mesmo deserdado pelo pai manteve a liderança das tropas francesas contra os ingleses e mais tarde assumiria o trono como Carlos VII (1422). Os conflitos forma retomados desde 1413 por Henrique V, que sucedera o pai e procurou se aproveitar da guerra interna à França. A Batalha de Azincourt em 1415 representa o grande momento da nova ascensão inglesa que, vitoriosa, impôs o Tratado de Troyes, em 1420, aos franceses, que garantia a Inglaterra todo o norte do país, inclusive Paris e, o mais grave, destituía o Delfim Carlos, colocando-se Henrique V da Inglaterra como sucessor do trono francês. Para consolidar tal acordo, Henrique casou-se com Catarina, filha do rei Carlos VI, e portanto irmã do Delfim.</p>
<p>Em 1422 os reis dos dois países morreram. Henrique V da Inglaterra e Carlos VI da França. Oficialmente o trono era herdado por Henrique VI, criança recém nascida, enquanto o Delfim Carlos viria a ser coroado apenas em 1429, em Reims, num momento onde a guerra tomou novo rumo, em grande parte atribuído a figura de Joana Dáarc, camponesa que liderou tropas do sul da França em apoio ao rei. A figura de Joana Dáarc tornou-se um mito e ainda hoje e tratada dessa maneira pela historiografia predominante.</p>
<p>Destaca-se o aspecto religioso nesse processo de mitificação, tanto pelo fato de &#8220;ter tido visões&#8221; que a levaram a participar da guerra, ou ainda pelo fato de ser transformada em &#8220;heroína nacional&#8221;, numa época em que é praticamente impossível falar em nacionalismo. Claudio B. Recco, é formado em História pela USP, leciona no Curso Objetivo de Mogi das Cruzes e no Colégio Rio Branco em São Paulo. Colaborador do Caderno Fovest da Folha de São Paulo, foi o idealizador e é o responsável pelo HISTORIANET. Coordena a Educaweb &#8211; assessoria educacional e cultural</p>
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		<title>A Grande Guerra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:50:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Grande Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO A Primeira Guerra Mundial é considerada por muitos historiadores como um marco no início do século XX. Foi a partir da Guerra que novas correlações de forças estabeleceu-se no mundo, marcando o declínio da Europa e a ascensão dos EUA à condição de principal potência mundial. O INÍCIO DA GUERRA O Período anterior foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>A Primeira Guerra Mundial é considerada por muitos historiadores como um marco no início do século XX. Foi a partir da Guerra que novas correlações de forças estabeleceu-se no mundo, marcando o declínio da Europa e a ascensão dos EUA à condição de principal potência mundial.</p>
<p>O INÍCIO DA GUERRA O Período anterior foi caracterizado por uma grande disputa política e por intensa corrida armamentista As pretensões austríacas fez crescer os movimentos nacionalistas nos Balcãs; várias sociedades secretas surgiram para agir contra a Áustria, como a Jovem Bósnia, que pretendiam a criação de um único Estado que envolvesse os povos eslavos da região e para isso julgavam necessário eliminar a política imperialista dos austríacos. Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, resolveu ir à Bósnia no final de junho de 1914 e ao desfilar em locais públicos sem um esquema espacial de segurança, foi alvo fácil de um atentado que serviu para agudizar as tensões existentes, já que colocava o governo da Sérvia sob suspeita.</p>
<p>O atentado de Sarajevo é considerado o estopim para o início da Grande Guerra, devido ao sistema de alianças que se havia formado no Período anterior, pois, apoiada pela Alemanha, a Áustria deu um ultimato à Sérvia para que o incidente fosse por uma comissão mista. Os sérvios rechaçaram tal exigência, ao mesmo tempo em que a Rússia mobilizava suas tropas, aliando-se à Sérvia. Ao mesmo tempo os alemães reagiram a essas manobras e exigiram a neutralidade da França. No dia 28 de junho a Áustria declarou guerra à Sérvia, levando ao confronto direto os países dos dois blocos.</p>
<p>AS FASES DA GUERRA A guerra é dividida normalmente em dois grandes períodos 1) GUERRA DE MOVIMENTOS; ou seja, durante os primeiros meses da guerra, até o início de 1915, a característica marcante foi o deslocamento constante das tropas, o que, em princípio, parece lógico para uma guerra. Os principais ataques foram realizados pela Alemanha que procurou neutralizar os russos na frente oriental enquanto avançou sobre a França no lado ocidental. O avanço sobre a França foi fulminante, a partir da tática definida no Plano Schliffen, ocupando primeiro a Bélgica, para penetrarem em território francês pelo norte. A invasão da Bélgica foi usado pela Inglaterra como pretexto para entrar na Guerra. Ao mesmo tempo, ingleses e franceses lançaram uma ofensiva na África, tomando territórios da Alemanha. Vale lembrar que a Itália, até então aliada da Alemanha e Áustria, declarou-se neutra e não participou da guerra nesta primeira fase. 2) GUERRA DE TRINCHEIRAS; é reflexo de uma situação de equilíbrio de forças, fazendo com que os exércitos procurassem garantir suas posições, preparando novas conquistas. Esse foi um longo Período, até 1917, caracterizado por grande desgaste: elevada mortalidade, grande destruição, elevados gastos financeiros. Na tentativa de conseguir vantagens, os países envolvidos na guerra procuraram desenvolver novos armamentos ( canhões de longo alcance, tanques, aviões, submarinos&#8230;.) criando novas tecnologias Eu pudessem ser aplicadas na guerra.</p>
<p>Em 1915 os italianos entraram na Guerra junto aos aliados, com a promessa de que receberia parte das colônias alemãs. A situação da Itália na guerra deve ser destacada, para compreendermos posteriormente seus maiores problemas. Resistiu até 1917,quando teve seu território invadido pela Áustria, provocando grande destruição, principalmente no norte, área mais povoada e desenvolvida.O ano de 17 marca mudanças importantes, quando os alemães passaram a utilizar a guerra submarina. Os ataques a navios mercantes norte americanos foi usado como pretexto para o Ingresso dos EUA na Guerra.</p>
<p>Muitos consideram que o ingresso norte americano foi fundamental para o fim do conflito, porém é importante lembrar que os EUA estiveram até então como observadores, não havia guerra na América e a industria do país crescia em ritmo muito acelerado. Nesse ano ainda a Rússia sai da guerra devido a ascensão dos bolcheviques ao poder. A decisão unilateral fez com que a Alemanha invadisse o território russo, no entanto, em março de 1918 os dois países assinaram o Tratado de Brest-Litovski selando o fim da guerra entre ambos.</p>
<p>O FINAL DA GUERRA Os alemães procuraram jogar todas as suas forças na frente ocidental, porém começava a ficar isolada, comprometendo o abastecimento do país. A derrota da Turquia e da Bulgária comprometeu o transporte de produtos para a Europa Central. Em setembro de 1918 as forças aliadas desfecharam uma grande ofensiva contra os alemães, que foram obrigados a recuar. No interior dopaís aumentava o descontentamento e as pressões sobre o Imperador, que acabou por abdicar. Terminava o Segundo Reich. O novo governo a &#8220;República de Weimar&#8221; assinou a rendição em 11 de novembro.</p>
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		<title>A Grande Depressão de 1929</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Grande Depressão de 1929]]></category>

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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO A crise econômica desencadeada a partir de 1929, quando da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, reflete a crise mais geral do Capitalismo liberal e da Democracia liberal. No Período entre guerras (1919 39), a economia procurou encontrar caminhos para sua recuperação, a partir do liberalismo de Estado, ao mesmo tempo em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO A crise econômica desencadeada a partir de 1929, quando da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, reflete a crise mais geral do Capitalismo liberal e da Democracia liberal. No Período entre guerras (1919 39), a economia procurou encontrar caminhos para sua recuperação, a partir do liberalismo de Estado, ao mesmo tempo em que consolidava-se o Capitalismo monopolista. Mesmo nos EUA, as leis anti-trustes perdiam o efeito e grandes empresas industriais e bancárias tomavam conta do cenário econômico, protegidas pela política não intervencionista adotada principalmente a partir de 1921.</p>
<p>A PROSPERIDADE AMERICANA Desde o final do século XIX, a indústria norte americana conheceu um grande crescimento, no quadro da Segunda Revolução Industrial. Em 1912 foi eleito o presidente Woodrow Wilson, do Partido Democrata, a partir da defesa da Nova Liberdade, que começou a ser aplicada com a criação de leis trabalhistas específicas a algumas categorias profissionais como os marinheiros e de leis que pretendiam eliminar os grandes privilégios de pequenos grupos, através de mecanismos que coibiam o controle de mercado, aperfeiçoando a Lei Anti truste. No entanto o início da Primeira Guerra anulou essa política e a economia passou a ser dominada por Trustes, Holdings e Cartéis.</p>
<p>As transações de produtos industriais e agrícolas se ampliaram com a abertura de créditos aos aliados, seguida da concessão de empréstimos à Inglaterra e França. A produção norte americana deu um salto gigantesco em vários setores, destacando-se a indústria bélica, de material de campanha, de alimentos e mesmo de setores destinados ao consumo interno, uma vez que o potencial de consumo no país aumentou com a elevação do nível de emprego; ou ainda para a exportação, principalmente para a América Latina, tomando o lugar que tradicionalmente coube à Inglaterra. O PERÍODO ENTRE GUERRAS Terminada a Guerra, realizou-se a Conferência de Paris, onde os três grandes tomaram as principais decisões e impuseram os tratados aos países vencidos.</p>
<p>No entanto, apesar da participação do presidente Wilson, os EUA não criaram mecanismos que garantissem sua participação nas reparações de guerra ou o pagamento dos empréstimos e das vendas aos países aliados, ao mesmo tempo em que não reivindicaram nenhum território colonial. O fim da guerra provocou a retração da economia norte americana, pois a industria de guerra diminuía o ritmo de produção, assim como os soldados que voltavam da guerra não eram absorvidos pelo mercado de trabalho, entre 1919 e 21 o país viveu a &#8220;Pequena Crise&#8221;, determinando a derrota dos democratas. A partir de 1922 a França e a Inglaterra começam o processo de recuperação e passam a saldar suas dívidas com os EUA, porém esse procedimento somente será colocado em prática, na medida em que os alemães pagarem as reparações de guerra.</p>
<p>A partir de 1924, os EUA passam a colaborar com a recuperação da economia alemã, fazendo investimentos no país, garantindo assim o pagamento das reparações e consequentemente das dívidas da época da Guerra esse Período, após o ano de 1921, até a crise de 29 ficou conhecido como Big Bussines, caracterizado por grande desenvolvimento tecnológico, grande aumento da produção em novas áreas como a automobilística, geração de emprego e elevação do nível de consumo das camadas médias urbanas. Os edifícios tronaram-se os símbolos da prosperidade norte americana. A política econômica adotada pelos republicanos estimulava o desenvolvimento industrial em setores variados, a concentração de capitais ao mesmo tempo em que inibia as importações; essa política caracterizava-se pelo nacionalismo, que do Ponto de vista social traduziu-se em preconceito e intolerância.</p>
<p>A CRISE Alguns componentes são fundamentais para a compreensão da crise: 1) a superprodução que desenvolveu-se durante e mesmo após a Primeira Guerra Mundial, quando o mercado consumidor estava em expansão. Após a guerra e com o início da recuperação do setor produtivo dos países europeus, a produção norte americana entrou em declínio. Essa situação expressou-se principalmente no setor agrícola. 2) A especulação na década de 20 foi um fenômeno que também alimentou a crise, pois como as empresas estavam obtendo altos lucros, suas ações tenderam a crescer, originando sociedades anônimas e empresas responsáveis apenas por gerir e investir dinheiro. A primeira expressão da crise ocorre no campo, na medida em que as exportações diminuíam, os grandes proprietários não conseguiam saldar as dívidas realizadas no Período da euforia, além disso eram forçados a pagar altas taxas para armazenar seus grãos, acumulando dívidas que os levou, em massa, à falência. A crise no campo refletiu-se nas cidades com o desabastecimento pois o poder de compra diminuía na medida em que a mecanização da indústria passou a gerar maior índice de desemprego; e ao mesmo tempo promoveu a quebra de instituições bancárias, que confiscavam as terras e ao mesmo tempo não recebiam os pagamentos dos industriais que passavam a não vender sua produção A QUINTA-FEIRA NEGRA A decadência nas vendas determinou um grande aumento dos estoques e ao mesmo tempo privou os industriais de capital necessário para saldar suas dívidas ou mesmo manter sua atividade.</p>
<p>Dessa forma, muitos empresários passaram a vendar suas ações no mercado financeiro, elevando seu valor, como forma de levantar recursos e manter a produção; porém a elevação das ações fez com que milhares de pessoas passassem a vender as ações que, ao não encontrarem compradores despencaram, provocando vertiginosa queda nas cotações, levando bancos e industrias à falência, determinando a queda dos preços dos produtos agrícolas, provocando o desemprego de milhares de pessoas: 3 milhões em abril de 1930, 4 milhões em outubro do mesmo ano, 7 milhões um ano depois, 11 milhões m outubro de 32, de 12 a 14 milhões nos primeiros meses de 1933. A CRISE MUNDIAL A crise espalhou-se rapidamente pelo mundo, devido a interdependência do sistema capitalista.</p>
<p>Os EUA eram o maior credor dos países europeus e latinos e passaram a exercer forte pressão no sentido de receberem seus pagamentos. Com a quebra industrial, o bastecimento do mercado latino americano foi afetado, provocando a falte de produtos e a elevação de preços, as importações norteamericanoas diminuíam e mais uma vez os países latinos sentiam os efeitos da crise, pois viviam da exportação de gêneros primários ou mesmo supérfluos, como o café no Brasil. Na medida em que a economia européia se retraía, as áreas coloniais na Ásia e na África eram afetadas, pois aumentava a exploração das potências imperialistas.O único país a não sentir os efeitos da crise foi a URSS, que naquele momento encerrava o primeiro Plano Quinquenal e preparava o segundo, ou seja, desenvolvia uma economia fechada, que não utilizou-se de recursos externos, apesar das grandes dificuldades do país após A Revolução Russa e a Guerra Civil.</p>
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		<title>A Formação do Partido Nazista</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Formação do Partido Nazista]]></category>

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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO A Alemanha tornou-se um país republicano em 1918, com a fundação da República de Weimar. Até então, a história do Império e do Período de divisão imposto pelo Congresso de Viena impedira o desenvolvimento das estruturas democráticas. Desde a fundação do II Reich, em 1871, a Alemanha conheceu um grande processo de desenvolvimento industrial, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO A Alemanha tornou-se um país republicano em 1918, com a fundação da República de Weimar. Até então, a história do Império e do Período de divisão imposto pelo Congresso de Viena impedira o desenvolvimento das estruturas democráticas. Desde a fundação do II Reich, em 1871, a Alemanha conheceu um grande processo de desenvolvimento industrial, equiparando-se às grandes potências da época em vários setores da produção.</p>
<p>Mas desde logo sofreu uma ruptura profunda no seu interior, entre uma classe formada pela alta nobreza e pela alta burguesia e uma classe trabalhadora que exigia também a participação no poder, o que lhe era veementemente negado. A rendição militar e a profunda crise financeira abalaram profundamente as estruturas do país, possibilitando uma rápida polarização, que na prática fez com que a República nascesse destinada a morrer. Desde o final da Guerra a preocupação da maioria dos alemães foi encontrar um culpado para a derrota. A elite militar e empresarial, os meios de comunicação, radicalizaram seu discurso autoritário e preconceituoso, no sentido de propagar a idéia de não houve uma derrota militar, mas sim um ato de traição de grande parcela da sociedade, estimulada pelos partidos de esquerda e pelos agentes do Capitalismo internacional, os judeus. Acusavam ainda a Paz de Versalhes pela situação de ruína do país, imposta pelas grandes potências e aceita pelos republicanos, apresentados então como os traidores da pátria.</p>
<p>Os conservadores de direita defendiam a reorganização da monarquia e os mais radicais propunham uma ditadura; enquanto que os grupos de esquerda criticavam as reformas republicanas como insuficientes. Desde o início caracterizou-se uma profunda polarização ideológica, com forte efeito sobre os grupos de centro e a maioria da sociedade, situação reforçada pelo constante e rápido agravamento da crise econômica. ORIGEM DO PARTIDO NACIONAL SOCIALISTA Desde o final da guerra, com a acentuada polarização entre forças de direita e esquerda, surgiram diversos agrupamentos políticos. Cerca de 70 desses grupos possuíam discurso fascista, culpavam os judeus, democratas, liberais e marxistas pela derrota na guerra. Em 5 de janeiro de 1919 foi fundado o Partido do Trabalhador Alemão na Baviera, ao qual Hitler se associaria em setembro seguinte, tornando-se seu principal orador. Em 1920 o grupo adotou o nome Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e definiu seu programa político, caracterizado pelo anti-semitismo, extremo nacionalismo e críticas ao Capitalismo internacional. De um conjunto de 25 pontos do programa do partido, vários referem-se aos judeus, exigindo que sejam eliminados dos cargos públicos e da imprensa, exigindo uma legislação específica para os mesmos, que seriam comparados a estrangeiros.</p>
<p>O discurso radical contra os judeus foi um dos fatores de atração sobre outros partidos de extrema direita e grupos anti-semitas; outro fator foi a capacidade retórica de Hitler e toda a encenação montada para seus discursos, e ainda a incorporação de grupos paramilitares, devido a suas relações privilegiadas com o exército. No Período de 3 anos o partido cresceu de forma significativa chegando a 55 mil filiados, sendo que parte significativa eram quadros da burocracia do governo, militares e elementos da alta burguesia que enxergavam o NSDAP como uma força significativa na luta contra os grupos de esquerda.</p>
<p>O PUTSCH DE MUNIQUE Inspirado no movimento fascista de Mussolini na Itália, Hitler, em novembro de 1923, organizou um golpe a partir da cidade de Munique, tendo como pano de fundo a grave crise econômica no país, onde em 3 anos os preços dos produtos haviam se multiplicado por 1000. Apesar do fracasso do movimento, projetou o partido e suas idéias em nível nacional. No julgamento realizado em 1 de abril de 24 ficou claro que os juizes simpatizavam com as idéias de Hitler, atestando &#8220;um esforço sério&#8221; e um &#8220;espírito puro e nacional&#8221; em seus objetivos. Condenado a 5 anos de prisão, ficou detido por apenas 8 meses. Durante esse Período deu início a sua obra &#8220;Mein Kampf&#8221;, definindo sua doutrina. O número de votos do partido diminuiu nas eleições seguintes e Hitler foi proibido de discursar em várias províncias alemãs.</p>
<p>No entanto perceberemos que estas conseqüências negativas se expressarão por um curto Período. A partir de então o partido considera que é necessário conquistar o poder pela via legal, apesar de não abrir mão do uso da força. A institucionalização do partido foi marcada por sua presença cada vez maior nas associações já existentes na sociedade civil e pelo desenvolvimento do culto à personalidade, tendo a figura do Führer como o centro das atenções. Percebe-se a importância do &#8220;líder&#8221; na própria organização interna: organiza-se a juventude Hitleriana e não a juventude nazista.</p>
<p>Apesar de toda a propaganda exercida pelo partido, tanto dos conceitos anti-semitas, como da figura do líder, sua votação na década de 20 manteve-se constante. Até 1929, apesar da crise, setores da economia apresentavam sinais de recuperação, fruto dos investimentos de grupos norte-americanos. Essa situação modificou-se completamente após a crise de 29. De setembro de 29 para setembro do ano seguinte o número de desempregados triplicou OS EFEITOS DA CRISE DE 29 O processo eleitoral de 1930 foi fortemente influenciado pelos efeitos da crise econômica. O Partido Nazista reforçou sua ação propagandística baseada no ataque aos &#8220;inimigos do povo alemão&#8221;, numa referência principalmente aos judeus, ao mesmo tempo em que realizou ações concretas, como a doação de sopa aos pobres e manteve a violência de seu grupo paramilitar contra as associações e partidos de esquerda.</p>
<p>Os nazistas procuravam reforçar a imagem de modernidade tecnológica, de decisão e de ativismo jovem. Ao mesmo tempo as forças democráticas e republicanas entram em crise. Destaca-se cada vez mais a figura de Alfred Hugenberg, o magnata da imprensa alemã, representando a direita conservadora, responsável por forte oposição à república. Nas eleições para a assembléia Nacional, assim como nas eleições nas províncias, o partido de Hitler amplia sua votação, em detrimento dos partidos políticos de centro. O poder estava nas mãos do marechal Hindenburg, monarquista tradicional que, com uma política dúbia, evita a ascensão de Hitler, mas ao mesmo tempo abre caminho para que os grupos conservadores se consolidem no poder. Essa política fica clara com a nomeação de Franz von Papen como chanceler, que organiza um ministério formado por nobres, sem filiação partidária, porém anti-republicanos.</p>
<p>As principais medidas do novo governo permitem perceber sua política: Deposição do governo social democrata liderado por Otto Braun na Prússia, permissão para a reorganização da SA; dissolução do Parlamento e eliminação das convenções coletivas de trabalho. Em 2 semanas ocorrem duas eleições para o Parlamento e von Papen não consegue maioria. A crise institucional mais uma vez beneficia Hitler e seu discurso antidemocrático. Em 30 de janeiro de 1933 o presidente Hindenburg entrega o poder a Hitler.</p>
<p>Na prática essa foi a forma que os mais variados grupos conservadores, representando diversos setores da elite encontraram para preservar seus privilégios, recuperar o poder e instaurar um Estado autoritário. Não só a elite apoiou a ascensão do Führer, grande parcela da sociedade o fez, refletindo as incertezas da situação de miséria que se ampliava no país, como os efeitos da propaganda anti-semita, reforçada desde o final da Primeira Guerra.</p>
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		<title>A Formação do Feudalismo</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Formação do Feudalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO A formação do feudalismo, na Europa Ocidental, envolveu uma série de elementos estruturais, de origem romana e germânica, associados aos fatores conjunturais, num longo Período, que engloba a crise do Império Romano a partir do século III, a formação dos Reinos Bárbaros e a desagregação do Império Carolíngeo no século IX. A CRISE ROMANA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO A formação do feudalismo, na Europa Ocidental, envolveu uma série de elementos estruturais, de origem romana e germânica, associados aos fatores conjunturais, num longo Período, que engloba a crise do Império Romano a partir do século III, a formação dos Reinos Bárbaros e a desagregação do Império Carolíngeo no século IX. A CRISE ROMANA A partir do século III a crise do Império romano tornou-se intensa e manifestou-se principalmente nas cidades, através das lutas sociais, da retração do comércio e das invasões bárbaras.</p>
<p>Esses elementos estimularam um processo de ruralização, envolvendo tanto as elites como a massa plebéia, determinando o desenvolvimento de uma nova estrutura sócio econômica, baseada nas Vilae e no colonato. As transformações da estrutura produtiva desenvolveram-se principalmente nos séculos IV e V e ocorreram também mesmo nas regiões onde se fixaram os povos bárbaros, que, de uma forma geral, tenderam a se organizar seguindo a nova tendência do Império, com uma economia rural, aprofundando o processo de fragmentação. Em meio a crise, as Vilae tenderam a se transformar no núcleo básico da economia. A grande propriedade rural passou a diversificar a produção de gêneros agrícolas, além da criação de animais e da produção artesanal, deixando de produzir para o mercado, atendendo suas próprias necessidades. Foi dentro deste contexto que desenvolveu-se o colonato, novo sistema de trabalho, que atendia aos interesses dos grandes proprietários rurais ao substituir o trabalho escravo, aos interesses do Estado, que preservava uma fonte de arrecadação tributária e mesmo aos interesses da plebe, que migrando para as áreas rurais, encontrava trabalho.</p>
<p>O COLONO O colono é o trabalhador rural, colocado agora em uma nova situação. Nas regiões próximas à Roma a origem do colono é o antigo plebeu ou ainda o ex-escravo, enquanto nas áreas mais afastadas é normalmente o homem de origem bárbara, que, ao abandonar o nomadismo e a guerra é fixado à terra O colono é um homem livre por não ser escravo, porém está preso à terra. A grande propriedade passou a dividir-se em duas grandes partes, ambas trabalhadas pelo colono; uma utilizada exclusivamente pelo proprietário, a outra dividida entre os colonos. Cada colono tinha a posse de seu lote de terra, não podendo abandona-lo e nem ser expulso dele, devendo trabalhar na terra do senhor e entregar parte da produção de seu lote. Dessa maneira percebe-se que a estrutura fundiária desenvolve-se de uma maneira que pode ser considerada como embrionária da economia feudal É importante notar que durante todo o Período de gestação do feudalismo ainda serão encontrados escravos na Europa, porém em pequena quantidade e com importância cada vez mais reduzida.</p>
<p>gravura que retrata o trabalho do camponês no feudo AS INVASÕES BÁRBARAS Os povos &#8220;bárbaros&#8221;, ao ocuparem parte das terras do Império Romano, contribuíram com o processo de ruralização e com a fragmentação do poder, no entanto assimilaram aspectos da organização sócio econômica romana, fazendo com que os membros da tribo se tornassem pequenos proprietários ou rendeiros e, com o passar do tempo, cada vez mais Dependentes dos grandes proprietários rurais, antigos líderes tribais. O colapso do &#8220;Mundo Romano&#8221; possibilitou o desenvolvimento de diversos reinos de origem bárbara na Europa, destacando-se o Reino dos Francos, formado no final do século V, a partir da união de diversas tribos francas sob a autoridade de Clóvis, iniciador da Dinastia Merovíngea. A aliança das tribos, assim como a aliança de Clóvis com a Igreja Católica impulsionou o processo de conquistas territoriais, que estendeu-se até o século IX e foi responsável pela consolidação do &#8220;beneficium&#8221;, que transformaria a elite militar em elite agrária.</p>
<p>O &#8220;Beneficium&#8221; era uma instituição bárbara, a partir da qual o chefe tribal concedia certos benefícios a seus subordinados, em troca de serviços e principalmente de fidelidade. Em um Período de crise generalizada, marcada pela retração do comércio, da economia monetária e pela ruralização, a terra tornou-se o bem mais valioso e passou a ser doada pelos reis a seus principais comandantes. cavaleiro medieval O IMPÉRIO CAROLÍNGEO Durante o reinado de Carlos Magno (768 &#8211; 814), a autoridade real havia se fortalecido, freando momentaneamente as tendências descentralizadoras. Como explicar então a formação do feudalismo, se o poder real é fortalecido? Primeiro a centralização deve ser vista dentro do quadro de conquistas da época, comandadas pelo rei, reforçando sua autoridade, mas ao mesmo tempo, preservando o beneficium.</p>
<p>Com o Estado centralizado, a cobrança das obrigações baseadas na fidelidade ainda são eficientes e esse função é destinada aos &#8220;Missi Dominici&#8221; ( enviados do rei). Segundo, a Igreja Católica já era uma importante instituição, que, ao apoiar as conquistas do rei, referenda sua autoridade e poder, ao mesmo tempo que interfere nas relações sociais, como demostra o &#8220;Juramento de Fidelidade&#8221; instituição de origem bárbara que passou a ser realizada sob &#8220;os olhos de Deus&#8221; legitimando-a como representativa de sua vontade. No entanto é importante perceber as contradições existentes nesse processo: a Igreja construiu sua própria autoridade e como grande proprietária rural tendeu, em vários momentos, a desvincular-se do poder central.</p>
<p>AS RELAÇÕES VASSÁLICAS As relações de subordinação desenvolveram-se desde o século V, no entanto foi durante o reinado de Carlos Magno que tomaram sua forma mais desenvolvida. O incentivo aos laços de vassalagem num primeiro momento fortalecia o poder real, pois direta ou indiretamente estendia-se a toda a sociedade, no entanto, com o passar do tempo o resultado tornou-se oposto na medida em que as relações pessoais foram reforçadas, diminuindo portanto a importância do Estado.</p>
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