Custódia do ouro | Vim Saber

Custódia do ouro

sexta-feira, julho 3, 2009

O Quem compra ouro tem duas opções para guardar seu investimento: ou providencia um lugar seguro, de preferência com cofre, ou mantém as barras de ouro em custódia de instituição financeira confiável. A custódia, sem dúvida, é a maneira mais prática e segura de o investidor guardar o seu ouro.

A custódia mais barata do mercado é na própria BM&F, que cobra 0,07% ao mês do cliente, o que equivale a uma economia da ordem de 30% sobre outros custodiantes de mercado. Sete bancos no Brasil estão autorizados a ter a custódia da BM&F: Banco do Brasil (uma agência em São Paulo e outra no Rio de Janeiro); Banco Francês e Brasileiro; Banco Real; Banco Safra; Banco Sudameris; Casa da Moeda do Brasil; Citibank.

A posse do ouro negociado na BM&F, em 95% dos casos, é garantida por registros de posições escriturais, que ficam no banco depositário em nome da BM&F. A posição escritural, por sua vez, é representada por uma carta de crédito, que faz referência à posse e propriedade do metal. O comprovante do cliente é uma cópia da transferência de posse e propriedade do metal no banco custodiante. Dentro do sistema de negociação da BM&F, as posições são mantidas em nome do cliente.

Os outros 5% dos negócios são feitos através de certificados de custódia. Estes certificados têm o nome do proprietário original e, no verso, campos para endosso a terceiros. Existe de fato um documento com o nome dos sucessivos proprietários. O proprietário deve manter o recibo de compra e o certificado de custódia fica em poder da corretora que intermediou a negociação.

Além da segurança, a custódia é a forma mais barata de manter um investimento em ouro. Quando o investidor tira o ouro da custódia, e leva para casa, por exemplo, vai conseguir vender este ouro somente após provar sua autenticidade. Para isso, o ouro deve ser refundido para se saber o grau de sua pureza. O preço cobrado pelas fundidoras nesta operação varia muito, podendo chegar a 15% do valor do ouro. Como se vê, esse custo prejudica bastante o investimento.

Antigamente, muitas pessoas compravam ouro de terceiros, diretamente de fundidoras, no chamado mercado negro. O metal era muito procurado como garantia em momento de crise. Mas no mercado informal, o peso das barras não era padrão. E o investidor, na hora da revenda, ainda tinha que comprovar a qualidade do metal. Esse mercado hoje é muito pequeno, quase inexistente.

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