Heroína
Aspectos históricos e culturais
Obtida a partir da morfina, é muito mais potente do que ela. Conhecida como a “rainha das drogas” por causa de seus efeitos, foi sintetizada em 1874, em Berlim.
A palavra heroína vem do termo “heroich” que, em alemão, significa potente, enérgico. De início, foi preconizada como substituta da morfina e chegou a fazer parte dos medicamentos analgésicos, antitussígenos e hipnóticos. Hoje em dia, não tem qualquer indicação médica.
Na sua forma pura, é um pó branco e amargo. Vendida clandestinamente, tem coloração que varia do branco ao marrom escuro, por causa das impurezas deixadas pelos processos primitivos de obtenção ou pela presença de talco, açúcar, corantes químicos, leite em pó etc.
A via de administração preferida pelos usuários de heroína é a endovenosa. Pode ser também aspirada ou fumada.
O comércio ilegal da heroína representa um dos segmentos mais importantes e rentáveis do tráfico de drogas. A produção e a distribuição estão sempre ligadas as grandes organizações clandestinas.
O uso de heroína é raro no Brasil. Por outro lado, os Estados Unidos vivem uma situação epidêmica, cujo início se localiza por volta da metade da década de 60, coincidindo com o envolvimento dos americanos na Guerra do Vietnã. Milhares de soldados adquiriram o hábito de tomar heroína junto às populações do sudeste asiático. Foi grande a quantidade de jovens que retornou da guerra dependente.
A grande dificuldade em ajudar os dependentes de heroína levou vários países a criar os programas de “manutenção pela metadona” – opióide sintetizado por químicos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, em resposta à escassez de morfina. A metadona é utilizada no tratamento dos dependentes de heroína. Não desenvolve tolerância e o seu efeito pode durar até quatro vezes mais que os efeitos de outros opiáceos.
Efeitos físicos e psíquicos
Os efeitos agudos são semelhantes aos obtidos com os outros opiáceos: torpor e tonturas misturados com um sentimento de leveza e euforia.
As primeiras doses podem provocar náuseas e vômitos.
Depois de instalada a dependência, há necessidade de ministrá-la mais vezes a fim de prevenir os desprazeres da abstinência: cólicas, angústia, dores pelo corpo, letargia, apatia e medo. A tolerância instala-se rapidamente.
A repetição das doses nada mais faz a não ser aliviar estes sintomas.