R$ 30 mil mais caro, Audi S4 mantém 344 cv
Na Alemanha, uma montadora que não investe em carros esportivos está fadada à morte. Os nativos não escondem de ninguém sua paixão pela velocidade. Não é por menos que eles abrigam duas etapas do mundial de Fórmula 1 e as auto-estradas sem limite de velocidade estão espalhadas pelos quatro cantos do país.
Como perder dinheiro tampouco faz parte do vocabulário deles, todas as fábricas não se cansam de colocar bilhões de euros nesse segmento -elas têm uma divisão que aumenta o desempenho dos motores. Para saciar a vontade de pisar fundo no acelerador, a Audi resolveu, em 1981, “apimentar” seus modelos e criou a linha S, que minimiza as mudanças estéticas e maximiza os cavalos.
Agora é a vez de o S4 com cara nova fazer a sua estréia. O carro passa a exibir as mudanças que o “irmão” A4 sofreu e conta, por exemplo, com a grade em forma de trapézio, já presente em outros veículos da marca. O DNA da linha S permanece: o S4 mantém os retrovisores de alumínio polido, as rodas de liga leve de aro de 18 polegadas e os bancos esportivos de couro da Recaro.
No motor, o ditado “em time que está ganhando não se mexe” foi adotado. A Audi manteve o propulsor 4.2 V8 (oito cilindros em “V”), que oferece 344 cv (cavalos) e 41,8 kgfm de torque (força). Com números como esses, dá para entender o porquê.
Esportividade
Segundo números da fábrica, o S4 acelera de 0 a 100 km/h em 5,6s e alcança 250 km/h. Mesmo que o motorista pise mais fundo, um sistema eletrônico limita a velocidade e tenta acalmar os mais apressadinhos.
Além do motor com mais do dobro da potência do A4 mais vendido no Brasil (1.8 turbo de 163 cv), o S4 é dois centímetros mais baixo e traz duas saídas de escapamento, além de diversos detalhes de alumínio no interior.
E, como o brasileiro também é apaixonado por velocidade, até o fim de junho, o novo S4 desembarca no país. No entanto o que separa os dois povos é que ter um carro como esse é realidade para muitos alemães, enquanto, no Brasil, é para uma dúzia.
Essa é justamente a previsão de vendas da Audi para o modelo em um ano. Ele chegará ao país custando R$ 407 mil na versão sedã –cerca de R$ 30 mil mais cara que a geração anterior. Já a perua sairá por R$ 418,5 mil.
O rival BMW M3, que tem motor 3.0 de 343 cv, sai por R$ 409 mil, enquanto o Volvo S60 R, equipado com propulsor 2.3 de 300 cv, custa R$ 257,3 mil. O Mercedes-Benz C 55 AMG, com 367 cv, é importado sob encomenda por US$ 136.450 –com o dólar a R$ 2,50, o preço é de aproximadamente R$ 340 mil.
# Lucas Litvay viajou a convite da Audi Brasil Distribuidora de Veículos
